70% do meu corpo é água, 30% é música

Friedrich Nietzsche disse: “Sem a música, a vida seria um erro.” A música embala momentos românticos, tristes, alegres, de intensidade e loucura, todos os sentimentos juntos. Todos temos uma música para cada lembrança, a música te desliga dos problemas, pois enquanto ouvimos e cantamos não percebemos o tempo passar, não sentimos o peso daquilo que estamos fazendo, torna-se leve, porque nos envolvemos mais com o sentimento do que com o que se está fazendo. O compositor tem uma importância enorme para que aquilo escrito torne-se música; imagina uma poesia? O cantor, por sua vez, faz com sua voz dar brilho, vida e sentimento. Por fim, o arranjador que define com muita sensibilidade a melodia que dará vida a tudo isso.

Quando a música toca de verdade no coração não tem pra ninguém, é como se estivesse sentindo exatamente aquilo, exatamente os dizeres a que nos entregamos de corpo e alma. Minha vida se resume em corpo, poesia e música, quer coisa melhor do que isso? Passo meus dias escrevendo, lendo, ouvindo música e me entregando nesse mundo de sentimentos diversos, aprendendo a cada dia o sentido da vida. Tenho uma raiz musical e filosófica que me inspira a cada dia, a cada acontecimento, a cada passo.

Acredito que tudo na vida tem um propósito, não passamos por nada que não deveria, pode não ter acontecido porque não era pra acontecer, pode ter acontecido para aprender, pode ter demorado porque o momento era agora, assim como estou aqui agora para falar exatamente isso, porque o momento é agora.

A energia da mãe natureza

O contato com a natureza nos traz o equilíbrio do emocional e espiritual, alinha os meridianos da alma sem nenhum contato físico, apenas energia. 

Quando se diz que água com sal é que acalma não tenho dúvidas, limpa a alma como se fosse uma faxina interna, traz de volta a calma e encontro natural de você com você mesmo, em outras palavras, o Eu superior. 

Se não tiver como ter esse contato, vá a um parque, fique descalço, abrace uma árvore, tome sol, sinta o aroma do mato e das flores. Contemple a lua, o sol; medite nem que seja por cinco minutos, esse tempo com certeza você tem, e não fará diferença no que está fazendo. Apenas pare e deixe esses cinco minutos para você. Ninguém te dará esse tempo, só mesmo você é quem pode dar. 

A partir de hoje olhe mais por você e sinta o quanto é importante. Tem alguém que precisa de você, te ama e quer seu bem. Nem tudo está perdido, aliás, tudo pode ser reconstruído, até mesmo a sua história. Basta seguir o seu propósito de vida, que nada mais é do que sua própria vida. Tudo flui fácil e fica leve quando se olha mais para dentro do que para fora. 

O que mudou?

Entramos na reta final de 2020, um ano carregado de acontecimentos pesados, começando por um vírus que ninguém imaginava que no prazo de poucos dias após ser anunciado levaria milhares de humanos da face da Terra. Que ficaríamos trancados em casa, teríamos que trabalhar de forma remota, não haveria lojas, shoppings, restaurantes, bares, baladas, praia. De repente tudo parou. 

O mundo estava diferente e triste, mas naqueles dias pararam as guerras, caíram os assaltos, o trânsito caótico das grandes cidades deixou de ser caótico. A natureza começou a brilhar como nunca, tudo começou a fazer sentido. As famílias tiveram que se unir. Querendo ou não, cada um teve que se encontrar, parar para pensar; muito se falava em mudanças, em olhar para o seu Eu interior, e de fato isso aconteceu, mas algo saiu do controle. 

Passados seis meses, será que o mundo esqueceu de tudo o que aconteceu e ainda acontece? Ou será que o humano, mais uma vez, não aprendeu nada? Eu prefiro acreditar que uma grande massa da população aprendeu, sim, muita coisa mudou, mesmo que não encontremos as diferenças, mas existe algo diferente. É muito raro encontrar alguém sem máscara – estou falando da grande massa, mas claro que existe os resistentes, que não acreditam em nada. A higiene, que deveria ter sido uma premissa na vida de todos, agora acontece em todos os lugares. Nas lojas e shoppings não tem mais aglomeração, as pessoas aprenderam que muito do que se fazia não é prioridade. 

Por outro lado, vemos uma vida praticamente “normal” em alguns lugares, com bares lotados, festas, churrascos, praias lotadas, como se tudo já tivesse acabado. Mas não acabou, então por que isso acontece? Quando lidamos com o invisível sem restrição achamos que será impossível que ir à praia, justo um lugar aberto, de pura natureza, não haverá perigo algum. Acontece que temos contato com vários tipos de vírus ao longo da vida, que pegamos sabe Deus como. Não estamos protegidos em lugar nenhum, e agora vamos facilitar, depois de meses de reclusão? E os bares e outros lugares que estão aglomerando? Bom, aí é decisão de cada um. Se você é jovem e acha que nada acontece com você, pense pelo menos em quem você ama e pode adoecer, a não ser que a quarentena te fez pegar aversão de quem teve que conviver forçosamente. 

Minha reflexão serve para pensarmos no que tudo isso quis mostrar, mudanças necessárias que os humanos não enxergavam mais. Dar valor à vida, família, saúde, respeito, não gastar desnecessariamente, valorizar as pessoas e não as coisas, valorizar seu trabalho e, principalmente, respeitar o próximo. Ficar em casa com a família não foi um sacrifício, foi aprender a ter um olhar do que realmente vale a pena nessa vida, que são as pessoas que você precisa, que te amam. 

O medo não precisa fazer parte da vida, precisamos de consciência e amor daqui em diante para continuar nossa vida. Tem ainda quem não acordou, mas é tempo ainda de perceber que somos um todo, e se eu não cuidar dos outros ninguém vai cuidar de mim. Coloque o amor na sua vida, faça para as pessoas o que quer que façam por você. A troca de respeito só faz de você um ser que vale a pena. 

Mulher, não chegue no precipício da felicidade

Quando se fala em felicidade logo vem à cabeça o mais alto nível de vida, como, por exemplo, ter dinheiro, casa maravilhosa, carros luxuosos, ser linda, ter tudo o que almeja, ser rodeada e paparicada. Pronto, a felicidade completa. Será? Engana-se quem pensa assim, pois ser feliz não é ter bens materiais e muito menos ser a mulher perfeita, esses são estigmas que a sociedade atual impôs, fazendo com que nós, mulheres, saíssemos em busca da perfeição imaginária, da aparência de causar inveja, da vida de mentirinha, dos pertences suados para conquistar e montar o personagem do dia a dia. Mas quando chega em casa, sozinha, desfaz o personagem, olha-se no espelho e ali sim está a verdadeira mulher que você é, sem filtro. 
 

A perfeição por baixo da maquiagem vai embora, as roupas caras compradas a duras prestações ficam no cabide até a próxima saída, ou não, pois tem quem não repita roupa. A verdadeira face está ali, cara a cara com você mesma, com seus problemas, frustrações, tristezas e incertezas do amanhã. 

Mas quando cai na realidade e olha pra dentro de você, reconhece que a sua criança interior tem que ser curada, descobre o abismo que habita ali. Te fizeram achar que só seria feliz se não fosse você mesma, acreditou que a pessoa real jamais seria feliz. Era necessário que representasse um papel o qual te faria acreditar que aquela era você. 

Dispa esse personagem e encare a sua realidade, aceite sua vida, seja você mesma, tenha o corpo que te identifica como mulher, vista o que te faz bem; isso não significa que não tenha que ir em busca dos seus ideais, mas você não precisa se transformar no que as pessoas querem. 

 
O precipício é exatamente andar contra quem você é. Encontre-se de uma vez por todas, fracassar todo mundo fracassa, mas isso não significa que é incapaz, isso significa que é humana. Tente outra vez, tente diferente, tenha certeza que não vai precisar se vestir de novo daquilo que não é, a sua verdadeira essência está em você, não na sua aparência e no que impressiona, isso é prisão e traz a infelicidade. Seja mais autêntica, encare e vá, é assim que as melhores coisas acontecem 


 

Cada um é responsável por sua vida

Por mais que se tente ninguém muda ninguém, mas há quem seja influenciado por ideias externas. Quem não tem opinião procura no que a maioria fala, mas nem sempre a opinião do povo é a opinião de Deus! É muito comum ver grupos inteiros com a mesma visão de um assunto, um leva o outro apenas para se inserir aonde todo mundo vai. Será que realmente são adultos ou apenas cresceram e esqueceram o que queriam ser quando fossem gente grande? Mas gente grande não é só tamanho, é também amadurecer, estudar, compreender, tornar-se um adulto com cultura; que não significa banco escolar, mas tem a ver com vida, experiência, e um pouco ou muito de respeito e compreensão. Ninguém é obrigado a aceitar as divergências, mas é prudente respeitar. 

Não adianta reclamar, chorar e brigar depois de ter aceitado ser influenciado por terceiros, não adianta apontar culpados se a culpa é sua, não adianta se aliviar olhando para os lados e ver que outros também estão passando pelo mesmo. É difícil encarar a própria culpa, mas sempre que se toma uma atitude ela é tomada por você. Então entenda, cada um é responsável pela sua vida, se você ouviu opiniões alheias e fez o que a maioria fez, esse problema é seu, teve a oportunidade de refletir e tomar a sua decisão, essa responsabilidade é sua! 

Não grite aos quatro cantos sem saber se a verdade dos outros é mais verdadeira do que a sua, não defenda quem não conhece de fato, não respire o ar que não conhece, só tenha como verdade aquilo que se sabe comprovadamente, seja o que for. O bem ainda existe, pessoas boas também, mas o mundo está cheio de abutres queimando o cérebro de quem é fraco pra levar pela mão. Não deixe que comam você, ouça a sua intuição, o seu coração, acredite naquilo que fará bem à sua vida, quando perceber que aquilo que te fazem acreditar é para bem próprio e não para o seu vai deixar de ouvir aquilo que não te interessa, não te acrescenta e não muda em nada a tua vida, apenas acalenta o coração de tiranos que só querem afagar o próprio ego. Não sirva de rastejo, sirva em pé 

Saia da proscrastinação

Para que a vida flua, antes de mais nada é preciso vontade. Não adianta sonhar e não fazer nada, seu sonho não vai bater à porta como um milagre. Dê o primeiro passo, pois você é o único responsável pela sua vida, ou seja, não adianta jogar a culpa no vizinho, no cachorro ou no papa, as coisas não andam porque você não anda.

Aquela coisa que sabe que tem que fazer mas não faz, uma grande ideia que fica guardada com você, isso é procrastinação, não sair do lugar. A vida muda de fases constantemente, você também precisa mudar. Se andar a vida toda com o mesmo pensamento, tomando as mesmas atitudes, como quer mudanças? Daí você fala: sempre fiz assim, mas agora não dá mais para ser assim, ponto.

Não dá para acreditar em tudo o que sua mente cria, pois ela também mente. Quantos fantasmas criamos diante de situações que nem existem? Quantos medos nos paralisam porque não acreditarmos em nós mesmos? Tenha coragem e enfrente o desconhecido, lá provavelmente está a porta que tanto sonha em abrir. Na vida é preciso ousar, arriscar, tire as suas amarras, liberte-se. Só assim saberá a resposta, caso contrário passará a vida sonhando sem jamais realizar

Tenha atitude, a procrastinação não te leva a lugar nenhum.
Sair da zona de conforto, arriscar e acreditar em você é o primeiro passo para alcançar seu sonho

“O que foi que aconteceu com a música popular brasileira” (Rita Lee)

Passamos a ser avaliados por números, seguidores e curtidas. Quem somos, qualidades enquanto pessoa, talento, conhecer o ser humano por trás de uma página, não interessa. Se você tiver milhões de seguidores e ser pop, está pronto para qualquer coisa, por mais ridícula que seja.

A internet nasceu pela evolução do mundo, por mais informação, estar mais próximo. Como que um artista pode ser avaliado por um número? Se tiver tantos seguidores é top, se não, esse não rende milhões. O mundo é capitalista, as pessoas são movidas a dinheiro, status, ego.

Na época dos festivais da TV Record, o artista era exposto ao vivo em rede nacional, davam a cara a tapa, eram vaiados, amados, aplaudidos ou escorraçados dali, mas não desistiam, não tinham números, tinham talento e sempre tinha quem enxergasse o potencial.

Imagina se não tivessem visto Caetano, Gal, Gil, Chico, Elis, Rita Lee, João Gilberto entre tantos outros ícones da nossa música. Investiram, lapidaram e puseram nas rádios, tvs, shows. Hoje querem números, artista pronto, chega, grava e rende milhões para quem só fica atrás dos números da internet.

Nem imaginam o que há por trás de artistas anônimos sem muitos números, porque a internet acabou com a qualidade da nossa música. Música boa, só quem gosta da bossa nova, mpb das antigas é quem sabe o que é de verdade.

Nossos jovens ficaram nas mãos de pessoas gananciosas, que fazem virar sucesso só o que interessa monetariamente, emburreceram, apelaram, ensinam a como não ser nada. Que pena, já dizia Rita Lee, “O que foi que aconteceu com a música popular brasileira”, e olha que nem se pensava em chegar nesse nível, a frase nunca esteve tão atual.

Quem te representa?

Quem nos representa nesse mundo cada vez mais egoísta, cada vez com maior disputa de poderes, pela sede de dinheiro e interesses particulares? Quem?

A que ponto a humanidade chegou, apenas preocupando-se com o que pode garantir para si alcançando o poder! Oras, se temos hierarquias é para que possamos ter diretrizes em nossa vida. Sem ela, não temos como chegar a lugar algum. Mas o que acontece hoje é que não temos ninguém trabalhando por nós, por um mundo melhor, por uma direção, condições básicas de sobrevivência. Necessitamos disso para criar nossos filhos, para um mundo onde tenha dignidade e respeito pelas pessoas.

Qual é nosso papel nessa sociedade, que só tende a piorar com tanta diversidade social, preconceitos e disputas de padrões, de bens materiais, mas nada de educação e respeito? Uma sociedade onde alunos (menores) agridem professores física e verbalmente, mas nada acontece, e continuam a fazer justamente por não terem represálias, sem limites. Uma sociedade que se divide entre o poder e a submissão, ricos e pobres, esquerda e direita. Qual desses escalões faz diferença em nossa vida quando o que todos precisam é de uma mesma Justiça, um ponto final em tudo o que vem acontecendo e afundando nosso País? Estamos todos no mesmo barco, ricos ou pobres necessitamos de dirigentes com capacidade para resolver as necessidades do povo, de toda uma nação, não apenas de um lado.

Quando poderemos sair de nossas casas com a certeza de que se for preciso terá Justiça para nos atender, que haverá segurança para nossos filhos e netos, que haverá pena para quem rouba e mata, para que mais nada seja banalizado e esquecido? Quando teremos controle do nosso dinheiro, de quanto gastamos para viver, sem ser surpreendido com aumentos abusivos que estamos pagando sem sequer ter aumento, pela farra de alguns? Quando?

Dignidade não é um pedido, não é um bater panelas, é um direito do povo! Nossos jovens precisam da Educação para serem cidadãos conhecedores de seus direitos e capazes de fato de serem o futuro da nossa Nação. Hoje, eles recebem maus exemplos todos os dias, tipo não precisa estudar nem trabalhar para vencer. Basta estar do lado certo, seja lá qual for esse lado, desde que possa facilitar a vida deles, como tem facilitado a vida de centenas de políticos ou empresários que se lambuzam com o dinheiro que tiram do povo. Os maus exemplos surgem aos montes na imprensa e nas redes sociais, todos os dias. E se metem em tremendos bate-bocas de acusações e delações, sem filtros, para conseguir o que querem. Então, pensam nossos jovens, aqueles a quem está reservada a responsabilidade de fazer do Brasil um País melhor: estudar para quê? Se ensinam que a desonestidade rende mais. É o começo do fim!

A saúde, essa nem precisaria constar, mas infelizmente é onde se dá menos importância. Pessoas morrendo em corredores hospitalares, infecções, médicos que não querem trabalhar, um verdadeiro abandono. O que podemos esperar mais, onde estamos esperando chegar?

Haverá um dia em que seremos representados por pessoas que realmente querem trabalhar pelo País? Será que se nossos representantes não ganhassem dinheiro, mas respeito do povo, teríamos bons comandantes para colocar nosso país num patamar digno de sobrevivência, de um povo feliz em viver aqui, um povo com padrões de exemplo para o mundo? Será?

A única posição social que deveria existir é dignidade e caráter. Dinheiro, poder e status são apenas rótulos. Isso não se usa para pessoas, mas para coisas. E coisas são pequenas, por isso precisam de rótulos. Então, estamos sendo representados por rótulos. É disso que precisamos, rótulos? Ou simplesmente de GENTE?

Decifra-me, mas não me conclua

Pode até dizer quem sou, mas o todo não saberás jamais. Esta frase indica que até podem saber muito sobre você, seu jeito, seu modo de agir e pensar, seus medos e até seus sonhos. Mas será que isso é o suficiente para ter certeza dos seus atos? Não, somos imprevisíveis, tudo depende da situação e do momento em que nossa vida está. 

Às vezes nos surpreendemos com as atitudes das pessoas, não achamos que poderiam reagir ou agir de tal forma diante de uma situação. Ora, se isso acontece é porque não conhecemos ninguém por completo, e podemos sempre nos surpreender. 

Quem já não se deparou com uma notícia que chocou? “Nossa! Como assim?” Parece que aquilo seria impossível de acontecer com aquela pessoa. Mas a verdade é que não sabemos nada. Talvez se tentar entender vai entrar num verdadeiro devaneio, passar a acreditar em coisas que nem existem. Talvez aquela reação tenha sido única, foi um momento e só. 

 
Temos sentimentos e pensamentos que são apenas nossos. Desejos e interpretações que não ousamos contar a ninguém, por isso parece sempre estranho quando acontece alguma coisa. Às vezes nem acreditamos. Fala-se das pessoas item por item como se conhecêssemos minuciosamente cada detalhe, mas não; concluir, jamais. Ou será que podemos colocar a mão no fogo por alguém. Será? 

quantas pessoas você é?

     Quantas pessoas você é? Pensando bem não somos a mesma pessoa em todas as situações, certo? Já ouviu alguém falando do seu filho, seu marido, esposa de uma forma que você desconhece? Principalmente quando dizem algo como “fulano (a) é um amor de pessoa, sempre muito atencioso (a)”. Daí já vem aquela lembrança de que não é assim nem de longe com você, e sabe por quê? Não agimos da mesma forma em lugar nenhum como somos em casa, nos sentimos mais à vontade no nosso meio familiar. Em hipótese alguma podemos ser os mesmos, na sociedade existem regras, a maneira como faria em casa não pode ser a mesma na rua. Por isso devemos ensinar às crianças as boas maneiras sempre, nem todo mundo tem a mesma noção disso, e saem por aí agindo de forma muito natural. E, na verdade, não é natural.  
 Nos vestimos durante todo tempo de várias pessoas, a mãe não é a mesma quando mulher, o pai também; o profissional, o convidado de uma festa, o estudante; ninguém é igual fora de casa. Então se é tão bom ser verdadeiramente quem se quer ser qual o motivo de tantas pessoas não gostarem da sua própria casa? Na verdade, o ser humano gosta de impressionar, se mostrar inteligente, forte, capaz, corajoso – um misto de virtudes que não quer dizer nada, afinal ninguém é tudo isso! Todos temos dramas, medos, frustrações, dúvidas. Tudo tão natural.  
 Por trás daquela pessoa que está tentando mostrar tudo isso tem um Eu pedindo socorro, querendo chamar atenção de alguém que não percebeu. Tem alguém querendo provar um lado que pede compreensão, carinho que não recebeu quando mais precisava.   
 Sejamos diferentes em algumas ocasiões para mantermos o respeito às regras, mas não usarmos armas psicológicas para impor ideias e ideologias, que não nos dão o direito de impedir a essência e o direito dos outros. Respeito e educação ainda são as melhores maneiras para se relacionar. A minha história não é a mesma que a sua,   
  

Infelizmente, a sociedade atual conta muito com esse tipo de personalidade, pessoas com capacidade de transgredir todas as regras em nome da razão, um tipo de comportamento perigoso e ameaçador. 

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