Todos os posts de asletrasdavida

A autora Maristela Prado, formada em Letras, revisora de textos, biógrafa, crítica literária, casada, dois filhos adultos. Meu sonho era ser jornalista mas o destino mudou meus planos e, para não ficar longe da escrita, fui cursar a Faculdade de Letras. Mas a vida me trouxe um marido jornalista e hoje também uma filha jornalista. Para mim a escrita sempre foi a maneira mais marcante da comunicação, é através dela que conseguimos transmitir mensagens capazes de eternizar um fato ou sentimento. As letras me fascinam.

Metamorfose

Aquele momento em que percebe que não faz mais sentido aquilo que você gostava tanto, passa a ser estranho. O que é melhor, passar uma vida repetindo sempre as mesmas coisas, ou mudar suas opiniões, suas escolhas?

A vida é uma constante mudança, tudo evolui e se transforma, então por que não mudar? Voltando ao passado com lembranças de gaveta, percebi o quanto mudei ao longo da minha vida. Coisas que num passado não muito distante eram muito normais para mim, como certas escolhas ou atitudes, e hoje, sem perceber, não faço mais; nem faria mesmo, minha maturidade não enxerga mais com os olhos do passado.

Mas no passado era o certo, era o que tinha que ser, como eu teria evoluído se tivesse continuado pensando igual? É muito bom lembrar dos anos passados, mas não podemos deixar de entender que o tempo nos ensina, nos aprimora, nos faz enxergar muita coisa que só aprendemos depois de ter vivido.

Mudei sim, mas o mundo também mudou. Minha geração carrega lembranças maravilhosas, mas não poderíamos aplicar o que vivemos hoje, nem mesmo a forma de comunicação não é mais igual. Nossos filhos são adultos, agora já temos netos; estamos vendo crescer nossa terceira geração, e isso é evoluir e aceitar as diferenças.

Não somos mais os mesmos, nem na aparência. Nossos cabelos branquearam, a pele já não é mais a mesma, o ar jovial ficou lá atrás, mas isso não nos faz velhos; apenas se quisermos. Podemos sair, fazer exercícios, ouvir música, chorar de rir, lembrar e contar histórias. Isso é vida pulsando, constante, que vibra.

A metamorfose sempre vai existir, assim teremos sempre o que lembrar, do que éramos, do que passou. Até o tempo muda, de sol pra chuva, de frio pra calor, de hora em hora. Mas sempre vai amanhecer de novo.

Deixe suas escolhas mudarem, sua aparência, suas atitudes. Só não deixe mudar a alegria de viver, essa anda de mão dada com a vida, e quando se solta a mão, ela vai morrer.

Mais informação, menos informado

Informação não significa rede social. É comum se deparar, cada vez com mais frequência, com pessoas passando informações sem preparo algum para o assunto, apenas mesmo contando com milhares de seguidores que absorvem tudo como verdade.

Não vou relatar aqui os inúmeros assuntos, mas para aqueles que dizem respeito à saúde deveria haver uma política mais severa por se tratar de vidas que, por muitas vezes, levam a tragédias.

Não acaba por aí, pois há todo tipo de assunto criando polêmica na internet, pessoas brigando por assuntos que não conhecem com outras que conhecem menos ainda. Que preguiça! É triste ver tanta informação descabida analisada por tantas pessoas que até ontem não sabiam nem o que estavam fazendo no mundo.

Todo excesso é perigoso, porém falar demais, e, principalmente, sobre o que não domina, também é perigoso. A vida real não está estampada nas telas do celular, está atrás dele, onde pessoas de verdade vivem com seu trabalho, suas contas a pagar, seus problemas, sem glamour algum; muito diferente de quem esbanja sabedoria, mas que na verdade deu certo na internet e passou a ganhar muito bem pra enganar.

Chegamos à conclusão de que ter nas palmas da mão tanta informação não serve para nada, apenas causa mais discórdia entre pessoas. A maldade passou a ser um divertimento sádico, que também causa tragédias. Mas quem é culpado? O desocupado e frustrado que vira gigante atrás do teclado ou a pessoa que, às vezes até por ingenuidade, quer mostrar um fato curioso, mas que aos olhos de um sádico vira uma ofensa?

A internet não chegou para virar terra de ninguém, chegou para ajudar, facilitar, aproximar as pessoas. O fato é que a vida se transformou num grande pega-pega, quem ganha, quem é melhor. Ninguém mais sabe para onde ir. Sabe-se tanto, mas também não se sabe nada ao mesmo tempo. Estão todos correndo em busca de alguma coisa, para não sei o quê, para mostrar para alguém o que não sabe.

Passar conhecimento sobre aquilo que estudou, aprendeu e pode ajudar, essa é a maneira certa de colaborar com o crescimento de outras pessoas, aí sim é uma informação de conteúdo. Agora, ir para uma telinha para atrair gente só pra crescer seu número, seu engajamento, não faça isso, não estará colaborando com nada, e de gente interesseira o mundo já tem demais.

Paz no mundo

Desde os primeiros relatos do mundo percebemos que sempre houve discórdia entre os homens e povos. Guerras, violência, maldades, desonestidade, vingança, entre tantas outras desavenças. O mundo nunca foi de paz.

Muitos fatos já ocorreram envolvendo tragédias, vítimas inocentes por brigas de poder e dinheiro, mas isso é o que sabemos através da história que conhecemos. O que vivemos hoje está aí, escancarado, sem filtros ou mesmo sem vergonha de mostrar o que estão dispostos a fazer e ponto; temos tudo à nossa frente, nos faltam a palavra, a união e o senso comum.

Enquanto no começo da história a matança era o melhor prato da vingança e da soberba dos poderosos daquela época, hoje a matança é provocada por atitudes que levam à morte dos sonhos, da dignidade e dos direitos que todo ser humano merece.

Como não dar importância a pessoas que têm fome, que não têm nem como morar dignamente por falta de recursos financeiros, falta de oportunidades, falta de uma mão que se estenda para um ser que necessita tanto quanto qualquer outro da subsistência? Ninguém está aqui para ser escravo ou minimizado como ser por outrem.

As guerras entre os povos, a maldade jogada no ser humano, ao ponto de levar ao desespero, como vimos recentemente no Afeganistão, pessoas fugindo, morrendo pelo medo do controle de um grupo que não tem nada de diferente, a não ser o poder com uma arma na mão. É uma matança indireta, assim como a fome e a falta de recursos para a sobrevivência.

É esse o mundo que esperávamos quando chegasse o século XXI? Ou como crescemos ouvindo que o fim do mundo seria no ano 2000? Não acabou o mundo, mas acabou a alegria de viver, a liberdade de ser quem se quer ser. Estamos divididos em pobres e ricos, poderosos e dominados, viver ou morrer.

É, acabou o mundo em 1999, quando, embora tivéssemos problemas, mas ainda éramos felizes. Por isso que hoje as pessoas procuram tanto a felicidade e não encontram, nada é o suficiente, sabe-se de tudo e de todos, estamos sempre à procura de algo e nem sabemos ao certo o que; a grama do vizinho é sempre mais verde. Até quando seremos reféns de outros seres humanos, que por se acharem mais espertos, mais sagazes, mandam e desmandam, matam, roubam, apontam o dedo, intimidam e matam a vida real de cada um?

O mundo precisa de paz, o mundo precisa da sua voz, de união para um bem comum. Precisa de mais solidariedade e amor no coração, o mundo não foi feito só para alguns, é de todos!

São muitas as pessoas que necessitam de ajuda, às vezes uma palavra, um abraço, um gesto de carinho. Um cobertor, um prato de comida, de respirar e sorrir. Seja alguém que valha a pena, faça sua parte. Não dá mais para esperar, o mundo precisa respirar, precisa de alegria. O sol nasce todos os dias e brilha, sigamos o exemplo da mãe natureza e vamos escolher nascer a cada dia e brilhar para a vida.

Maristela Prado

Você vive o futuro?

Não, ninguém consegue viver o futuro, sabe por quê? O futuro começa hoje, no agora. Ninguém pode esperar ficar rico, ser feliz, conquistar o que deseja no futuro se não começar agora.

Como é que conseguimos viver nos enganando? ‘Um dia vou ser feliz’, joga para o futuro como se a felicidade não fosse agora! Ou seja, se não trabalhar, não tiver sacrifício, vontade e disposição agora, não vai adiantar fazer daqui um mês, um ano, dez anos. Nunca chegará.

Só duas coisas nos acompanham, o passado e o presente. O passado são as lembranças do que já vivemos, e o presente é o que preparamos hoje para viver o futuro e lembrar quando for passado. Complicado né? Não, nós é que fazemos da vida um emaranhado de problemas que somente nós é quem criamos. É tão simples viver, temos tudo nas nossas mãos, mas achamos de mudar tudo, seguir pelo caminho errado, insistir em fazer o que não é pra ser feito, almejar o que não é pra você, e muitas outras coisas que teria que escrever um livro para explicar tudo.

Reclamar e só olhar pro próprio umbigo é egoísmo demais, ninguém tem tudo o que quer, faz tudo o que gosta, aceita a vida que tem. Mas, podemos agradecer por tudo que temos, por tudo o que podemos fazer, e viver a vida que temos; não há nada mais gratificante do que acordar todos os dias, levantar, andar, enxergar, trabalhar, sentir e viver.

Da próxima vez que pensar em reclamar, lembre-se que tem o privilégio de estar vivo, de lembrar do passado e, principalmente, escrever seu futuro agora.

Mulheres insanas

 Todo mundo fala que as mulheres são loucas, por quê? Será que reagir a alguma coisa é ser louca? Então vamos ver. Quando você briga com seu marido/namorado seja lá qual for o motivo, você tem uma reação, certo? Existem inúmeros motivos, talvez os homens não sintam necessidade de discutir por esse ou aquele motivo, nem tudo o que tem significado para uma mulher tem para um homem. Somos seres diferentes, e não é só na aparência não, na essência também.

 Reagimos, às vezes insanamente, por termos necessidades diferentes. Dentro de nós temos hormônios borbulhando para o dia feliz e em paz e para os dias em que tudo dá errado. Todo mundo te parece estranho, você não quer falar, não quer nem olhar na cara de alguém; nada que uma saída para comprar umas roupinhas ou sapatos não lhe faça bem. Os homens são assim? Não, claro nem poderia. Quais são os valores para eles, então?

 Um copo de cerveja, um jogo de futebol ou um happy hour com os amigos para jogar conversa fora; eles também falam besteiras, gostam de aparecer e contar contos… Gostam. Não precisam ir ao shopping ver aquela roupa que você tá babando! Nem chorar porque tá nervoso com o chefe ou com a sua vida. Daí chega em casa e a mulher quer discutir a relação, e fala, fala, chora, fica nervosa, mas passa.

 E o estresse foi resolvido com dezenas de palavras jogadas ao vento, sim, porque ele não ouviu nada, só você falou. Chorou rios de lágrimas, que só deram dor de cabeça em você e te incharam. Mas e os hormônios que te deixam louca, ele tem? A sua capacidade de fazer tudo ao mesmo tempo, ele tem? Dormir pouco depois que se tem um filho e levantar cedo no dia seguinte para trabalhar, estar bonita, sorrir e fazer tudo de novo, ele faria? Aguentar o mau humor dele por que está cansado e você acha que ele tem outra e tá te tratando mal. Quantas coisas passam pela cabeça de uma mulher que um homem nem imagina…

 Somos mulheres insanas ou somos muito mais ligadas e com raciocínio muito mais rápido do que eles? E ainda tem nosso sexto sentido. Temos mesmo, e não falha. Sempre é a mãe que avisa, que não gosta do namorado da filha, que não gostou daquela amiga. Pode ter certeza que tem mesmo algo de errado. Somos bruxas, videntes, loucas. Somos mulheres.

Homem, mulher e suas diferenças

“Uma dupla explosiva”. Fazendo uma paródia ao filme, mas que é literalmente isso. Como que duas pessoas de gêneros diferentes conseguem ter uma relação harmoniosa? Os homens esperam mais das mulheres, e as mulheres esperam mais dos homens. Mas o que é mais?

A realidade é que um nunca está satisfeito com o outro. As mulheres cobram mais, falam mais, são intensas em tudo, discutem, choram, gritam. Exigem, são pura emoção. Já os homens falam pouco, quase nunca reparam no seu visual novo; coisa que ira as mulheres, querem sombra e cerveja fresca, detestam discutir a relação, são pura razão.

Os tempos patriarcais acabaram faz tempo, mulher hoje tem o seu papel na sociedade, transformaram-se em concorrentes dos homens nos cargos, antes apenas masculinos, mas hoje não é mais assim. A independência, não só financeira, mas em todos os aspectos da vida, foi apresentando ao homem uma nova mulher, não mais aquela que ficava em casa e recebia ordens, mas aquela que sai junto pra trabalhar, divide as despesas, tem amigos, vida social, profissional e vive muito bem sozinha.

Essa nova mulher trouxe um certo desconforto ao homem moderno, mas que ainda é criado para comandar, ser forte e corajoso, afinal a mulher sempre foi o sexo frágil, mas não é mais. É aí que então os homens começaram a demonstrar sua fragilidade, pois homem também chora, sente, tem medo; inclusive de não ser aquele corajoso que foi inventado, nem tudo é como ditaram. Isso acabou sendo bom, pois quanto sofrimento foi causado para se mostrar masculino? E daí se chorar ou sentir medo?

O homem em sua forma de gênero foi criado para ser essa imagem rotulada, criou-se na verdade os agressivos, perturbados, precisam mostrar esse lado, mas nem todos sabem lidar com essa situação, e muitas vezes tornam-se cruéis por não saberem ser diferentes. Foi assim que aprenderam, homem é forte, mulher é fraca.

São dois lados completamente endurecidos pelo tempo, pela vida. Por um lado, o homem vivendo esse conflito interno de ser essa imagem pesada; por outro, a mulher que para se libertar da fragilidade precisou, e ainda precisa, lidar com o preconceito, com os abusos do masculino. Dois seres que não precisavam desses extremos. Era simplesmente viver igualmente. Somos seres humanos, tanto que quando se refere à humanidade chama-se de homem, exatamente um ‘Ser humano’.

Os ajustes no comportamento ainda precisam ser feitos, enquanto houver diferenças entre gêneros, enquanto houver competição, haverá relações desrespeitosas. As crenças precisam ser desmistificadas, para o bem da humanidade.

As máscaras caem

Quando todos estão distraídos com seus atos é o momento em que caem as máscaras. O politicamente correto derrapa dando sua opinião, não raramente em alguma coisa já falada anteriormente, a tal contradição.

O ser humano é mascarado, e usa isso de acordo com a situação, lugar e não por que com uma pessoa? Ou será que todos são extremamente sinceros quando o assunto é falar de atos que enobrecem, situações nas quais jamais seria o vilão, mas sempre o mocinho? Em um grupo que seria o único diferente, mas para agradar mascara sua verdadeira opinião para inserir-se, ou ainda, a pessoa chata que não te deixa opção, e aí você faz o quê? Agrada.

O comportamento humano é curioso, as reações são inesperadas, se está sendo real ou não é improvável que identifique no momento, mas as contradições sempre chegam, e o quebra-cabeça começa a ser montado. O esforço para inserir-se na sociedade pode levar uma pessoa ao caos pessoal, tornando-se outro indivíduo, perdendo sua essência para ser reconhecido.

Nem tudo o que já foi falado um dia permanece igual para sempre, mas, nesse caso, é o que foi falado hoje e amanhã já não é mais. Essa situação parece estar mais ativa do que nunca. Há quem se esconde debaixo de uma máscara e não consegue ser mais quem realmente é. Perder a identidade não faz parte da vida, ter que utilizar de meios para enfrentar uma situação é aceitável, mas tornar-se outro para viver, além de deixar de existir, a sua vida será um personagem, e quando chegar ao fim ninguém vai saber que atrás daquela máscara existiu alguém que não se mostrou e perdeu a própria vida antes mesmo do personagem morrer.

Precisa-se de gênios

Se você precisa de emprego, prepare-se, pois estão em busca de pessoas extremamente capacitadas, não basta apenas ter formação superior, é necessário ser pós-graduado, ter cursos complementares, saber de otimização, hardware, no mínimo inglês fluente; se souber outra língua, melhor ainda; experiência e, por fim, indicação.

Espera, tem algo de muito errado aí. Num país onde se paga imposto pra tudo, não há o menor interesse em investir na educação. Aliás, esta sempre esteve em segundo plano, e quem quiser bom estudo tem que pagar, mas a grande massa não tem como pagar. Universidades caras, ter morado fora; isso para poucos. Como falta oportunidade diante de tantas exigências, quem pode ter experiência?

Estamos diante de uma controvérsia. As empresas precisam do profissional, mas exigem demais de pessoas que necessitam de um trabalho. Se não tem dinheiro, não tem como pagar um curso, faculdade ou qualquer coisa que seja. Portanto, precisa do trabalho para ter qualificação e evoluir.

De outro lado, porém, a pessoa estuda, investe, se qualifica e o que é oferecido não cobre nem metade do tanto que fez e se esforçou para se tornar um profissional respeitado. O que está errado?

O Brasil é o país do futuro há mais de quinhentos anos, até hoje esse futuro escapa pelas mãos, pela ganância de uns, interesses de outros. Quando nossos jovens terão oportunidade? Se não conseguem emprego, nunca terão a experiência desejada.

Para sermos um país de primeiro mundo precisamos dar valor ao que interessa, dar dignidade ao povo, educação de qualidade, saúde para todos, não pagar entre inúmeros planos que só desfalcam mais o salário. Um país onde o salário mínimo não paga nem pra morar, muito menos pra estudar e comer.

Primeiro mundo é, antes de mais nada, valorizar o povo da sua nação, dar qualidade de vida e segurança, em tudo o que uma pessoa necessita. O povo não precisa de promessas, palavras e sorrisos amarelos, o povo precisa de um lugar para morar, comida na mesa, escola para todos e saúde sem precisar de terceiros.

O governo não precisa olhar pro próprio umbigo e pensar no núcleo, precisa olhar pra fora e melhorar a qualidade de vida de todos. Um povo sem qualidade de vida não tem o que oferecer, não tem como olhar para o futuro.

Precisamos de trabalho, de respeito. Gênios, não temos nem no poder, que dirá nas cadeiras de empresas que não olham para os olhos de seus candidatos; principalmente em tempos de trabalho remoto, quando a seleção é apenas mais um currículo, no qual um robô responde para te dispensar antes mesmo de te conhecer.

Precisamos, sim, de pessoas geniais, mas para saber reconhecer que atrás daquele currículo existe uma pessoa necessitando daquela vaga, não para exibir, mas para sobreviver.

Hipócrita ou falso?

Afinal, o que é ser hipócrita? É igual a falso? Sim, mas a palavra hipócrita é um substantivo feminino e masculino, falso é adjetivo, mas remetem ao mesmo sentido: dissimulado, fingi ser o que não é, ter qualidades que não tem, esconde. Você conhece alguém assim?

O pior lado da hipocrisia é você saber que o que a pessoa fala, ou até defende, é totalmente contrário às suas atitudes. Digamos que está apenas colocando uma máscara para esconder suas reais intenções.

Estamos em pleno momento hipócrita, são tantas as situações, pessoas que falam com profundo sentimento, mas que na verdade são só palavras bonitas, impressiona, toca fundo, mais nada. Tem até aquele que chora, fala em nome de Deus, prega, mas não faz.

Mas também existe o falso, o adjetivo mais usado. Você já foi falso um dia, pelo uma vez já disse algo que não achava, mas para não ser indelicado usou a falsidade. Dizem que tem a inveja boa, então tem também a falsidade boa, se é que podemos chamar assim.

Um dia alguém te pergunta: ‘estou bonita(o)’? e não está, aquele dia não agradou, mas você gosta muito daquela pessoa, o que você fala?

É pra pensar né? Que situação, mas se for só pra não desanimar o outro tá tudo bem, é falsidade boa. Ou ainda, vai jantar na casa da sua melhor amiga, a comida não tá lá essas coisas, mas ela te pergunta, ‘gostou’? E aí, vai responder o que se não tá nem aguentando comer?

Pois é, aí você não está sendo hipócrita, só uma pouquinho falsa, mas tá valendo, é pro bem. Então não adianta apontar o dedo para o hipócrita, você também já foi um dia, mesmo que tenha sido por uma boa causa; se é que tem uma boa causa.

Essa história de hipócrita e falso é bem complicada, mas que na verdade é difícil de engolir, principalmente quando se sabe que o hipócrita é falso, ou os dois juntos. A verdade é que o ser humano sempre teve o lado ruim, um pouco de sobrevivência, um pouco de maldade, um pouco de jogo de cintura, um tanto de saber viver. Mas é falso ou hipócrita?

E então, conte uma vez que foi hipócrita por amor. Será que existe isso?