‘Horizonte Perdido’, Muito mais do que uma ficção.

Não costumo fazer resenha crítica sobre filmes, mas esse, especialmente, me chamou a atenção. Assisti pela primeira vez nos anos 1970, ainda era criança, mas saí encantada do cinema com meus pais e minha irmã, tanto que nunca esqueci das cenas e da trilha sonora, que ouço até hoje. É claro que não compreendi, na época, a mensagem que o filme passou, apenas que ali as pessoas não envelheciam e eram felizes.

Ultimamente ando recordando muitos momentos daquela época tão feliz da minha vida, anos 1970 e 1980, que deixaram uma história que volta e meia retorna. Procurei o filme na internet e encontrei, na íntegra, e resolvi escrever porque fiquei impressionada com a mensagem que passa ser tão atual, parece mais uma profecia do que viveríamos hoje.

O autor, James Hilton, escreveu este romance em 1933, e em 1937 foi transformado em filme pela primeira vez, tendo seu remake em 1973. A história se passa numa fuga da guerra na China, e um dos aviões que levava um diplomata e mais quatro americanos é sequestrado e cai num deserto de neve do Tibet. Seus integrantes, todos vivos, são encontrados por um povo local, perto do acidente, e são levados para um lugar chamado Shangri-la, onde as pessoas não envelhecem e são felizes. É aí que vem toda a mensagem do filme.

Em meio a um lugar paradisíaco e uma trilha sonora lindíssima, com músicas do maestro Burt Bacharach e letras totalmente intuitivas a uma vida como deve ser vista e vivida por cada um de nós. Não estou aqui para influenciar ninguém, mas para chamar a atenção do mundo no qual estamos vivendo; como eu mesma já retratei várias vezes nas minhas crônicas, um mundo competitivo, maldoso, onde as pessoas se digladiam diariamente por um lugar, uma posição, status, poder, assuntos que são recorrentes de muito tempo, mas que só pioram.

Não quero a longevidade, mas uma vida em paz, em que cada um segue o seu caminho, olhe para sua vida com gratidão sem querer a destruição da humanidade, do nosso Planeta. Uma vida na qual se possa enxergar mais a beleza do que é viver. Cada um viver a sua vida.

No filme, o mestre do Vale fala que a loucura no mundo já existe; lembrando que esse romance foi escrito em 1933, ou seja, o caos já existe muito antes disso tudo. Diz que os comandos são obtusos, os humanos estão confusos. Que o mau se autodestruirá, o mundo chegará um dia a procurar uma nova vida. Então, pede para que sejamos gentis e pacientes, ter o amor fraternal. Um novo mundo sairá das ruinas. Isso não te lembra o que estamos vivendo hoje? Teria sido uma profecia?

Vejo que estamos vivendo esse mundo problemático que está levando o ser humano ao caos da existência neste Planeta, com discursos de ódio, intolerância, briga por poder, e nós no meio disso tudo.

O filme é uma ficção, mas a nossa realidade não, e não podemos negar o caos em que o mundo se encontra. Desta forma, vejo que há muito tempo que o ser humano está passivo na destruição, vendo e não agindo contra os desmandos e interesses que não são da maioria. Estamos vendo o Planeta sendo engolido pelas tragédias, mas parece que está tudo bem, pois apesar de tudo continuamos a viajar, a reclamar e ver as tragédias como se a culpa não fosse nossa. Afinal, não estamos fazendo nada para que isso acabe, muito pelo contrário, estamos assistindo a destruição achando que mês que vem acaba, que daqui a alguns meses chegará alguém para colocar ordem nisso tudo, que ano que vem será melhor.

Não há mais tempo para esperar um salvador, somos nós mesmos. Se cada um entender que temos o poder de mudar nossas atitudes, juntos mudaremos o mundo. Abaixo vou colocar o trecho de uma música do filme, que também é reflexiva, para pelo menos se inspirarem no que é bom e em como podemos mudar nossa vida com pouco, é só querer.

 “Quando você olha para si mesmo – você gosta do que vê? Se você gosta do que vê, você é a pessoa que deve ser. Porque o seu reflexo reflete em tudo que faz, e tudo que você faz reflete em você. Quando você acorda todos os dias, você gosta de como você se sente? Se você gosta de como você se sente, você não tem nada a esconder. Quando você se deita para dormir – você gosta dos seus sonhos? Se você gosta de todos os seus sonhos, a vida é tão feliz quanto parece. (Música: Reflections, cantada por Sally Kellerman)

2 comentários em “‘Horizonte Perdido’, Muito mais do que uma ficção.”

  1. Olá, no filme é um lugar fictício, mas li em alguns lugares no Google que diz que esse lugar existe no Tibet, é preciso pesquisar não posso confirmar. Encontrei o filme na íntegra no YouTube, mas não tenho o link

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