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Em tempos de extrema informação, como proteger a saúde mental?

Em tempos de extrema informação, o que devemos fazer para filtrar o que chega até nós para não adoecer a nossa saúde mental? Sei o quanto é difícil fazer essa seleção, mas precisamos entender que nem tudo é verdade, nem todas as pessoas que aparecem na internet “informando” têm conhecimento do que falam. Muitas vezes é apenas uma opinião sobre um fato particular, e pode não fazer o mesmo sentido para você.

Antes da internet, fazíamos pesquisas em enciclopédias em casa ou em bibliotecas municipais. E sabe qual era a diferença? Não existia fake news da forma como vemos hoje. Ali estava a história que todos aprendiam na escola, não tinha como burlar com tanta facilidade. Hoje, a avalanche de notícias e opiniões que recebemos pode ser falsa. Todo cuidado é pouco.

Não é estranho nos depararmos com pessoas completamente violentas em suas opiniões por terem se influenciado por outras pessoas vazias, maldosas ou sem preocupação nenhuma com a informação. Uma pessoa que se preocupa com a cultura dificilmente cairá numa armadilha de influenciadores medíocres.

Nem tudo que se lê é verdadeiro, nem tudo o que falam é a realidade. As influências malignas existem exatamente para atrapalhar o desenvolvimento, para dar medo ou encher de coragem os desavisados.

Estamos em meio ao caos mundial, e muitos se aproveitam disso para explorar os mais fracos, os que preferem acreditar na dissolução entre os povos, na maldade, na violência, e acabam fazendo o que, de fato, os próprios influenciadores não fazem.

Precisamos entender que essas pessoas que propagam o mal precisam ser canceladas: quem não tem espaço, não entra. É muita discórdia e pouca informação, é mais confusão armada do que união. O mundo está perdendo a humanidade e entrando nas trevas.

Ainda podemos mudar isso. Em vez de querer ter razão a qualquer custo, mesmo que estejamos errados, precisamos ter discernimento sobre o que é melhor para todos. O mundo sempre teve suas diferenças, e cada um cuidava da sua nação. Mas estamos regredindo. Paramos de evoluir e estamos voltando a tempos que nossos ancestrais lutaram para superar. E agora, a era 2000 quer regredir?

Decadência cultural e valores castos. O dinheiro e o poder subiram mais do que à cabeça: ultrapassaram a moral. Vamos deixar acontecer?

Mais informação, menos informado

Informação não significa rede social. É comum se deparar, cada vez com mais frequência, com pessoas passando informações sem preparo algum para o assunto, apenas mesmo contando com milhares de seguidores que absorvem tudo como verdade.

Não vou relatar aqui os inúmeros assuntos, mas para aqueles que dizem respeito à saúde deveria haver uma política mais severa por se tratar de vidas que, por muitas vezes, levam a tragédias.

Não acaba por aí, pois há todo tipo de assunto criando polêmica na internet, pessoas brigando por assuntos que não conhecem com outras que conhecem menos ainda. Que preguiça! É triste ver tanta informação descabida analisada por tantas pessoas que até ontem não sabiam nem o que estavam fazendo no mundo.

Todo excesso é perigoso, porém falar demais, e, principalmente, sobre o que não domina, também é perigoso. A vida real não está estampada nas telas do celular, está atrás dele, onde pessoas de verdade vivem com seu trabalho, suas contas a pagar, seus problemas, sem glamour algum; muito diferente de quem esbanja sabedoria, mas que na verdade deu certo na internet e passou a ganhar muito bem pra enganar.

Chegamos à conclusão de que ter nas palmas da mão tanta informação não serve para nada, apenas causa mais discórdia entre pessoas. A maldade passou a ser um divertimento sádico, que também causa tragédias. Mas quem é culpado? O desocupado e frustrado que vira gigante atrás do teclado ou a pessoa que, às vezes até por ingenuidade, quer mostrar um fato curioso, mas que aos olhos de um sádico vira uma ofensa?

A internet não chegou para virar terra de ninguém, chegou para ajudar, facilitar, aproximar as pessoas. O fato é que a vida se transformou num grande pega-pega, quem ganha, quem é melhor. Ninguém mais sabe para onde ir. Sabe-se tanto, mas também não se sabe nada ao mesmo tempo. Estão todos correndo em busca de alguma coisa, para não sei o quê, para mostrar para alguém o que não sabe.

Passar conhecimento sobre aquilo que estudou, aprendeu e pode ajudar, essa é a maneira certa de colaborar com o crescimento de outras pessoas, aí sim é uma informação de conteúdo. Agora, ir para uma telinha para atrair gente só pra crescer seu número, seu engajamento, não faça isso, não estará colaborando com nada, e de gente interesseira o mundo já tem demais.