Dor no corpo e na alma

Nossos sentimentos são peça-chave na saúde física e mental. Muitas vezes passamos por problemas que nem sempre sabemos lidar, é quando as dores aparecem. Por isso precisamos dar muita importância em nosso comportamento diário diante das situações, pois elas refletem em nossa saúde.

O medo, tão conhecido, é um dos sentimentos mais comuns e perigosos que carregamos, paralisa a pessoa sem dar chance de refletir, e foi isso que levou tantas pessoas a adoecerem, não só no físico, mas também no mental.

Depois de tantas recomendações de cuidados para evitar o contágio pelo vírus, o medo de sair de casa, de encontrar pessoas; algumas até com medo de encostar, medo de morrer. O transtorno aconteceu.

O corpo dói, a mente cria, o sentimento cresce e o inevitável chega. É preciso entender que somos capazes de controlar nossos sentimentos e não permitir que sejamos controlados por sentimentos destruidores, que por vezes nem deveriam estar presentes.

Por isso é tão importante ter a mente saudável, assistir filmes e programas que nos tragam boas mensagens, ouvir música e ler, conversar, ter a mente ocupada com pensamentos bons e positivos. É uma forma de se manter equilibrado e livre de tudo aquilo que te carrega para baixo e, consequentemente, te adoece. Pense mais em você, mas sem medo.

Amor sem fronteiras

As diferenças sempre existiram, mas quando se trata de sexualidade o preconceito aparece. Já falei em outros textos sobre estarmos no século XXI e ainda existir tanta dificuldade em aceitação, seja de opinião, modo de vida, escolhas; onde está inserida a sexualidade. Qual o problema de uma pessoa se sentir feminino ou masculino? Alguém já ouviu falar que amor só existe entre gêneros diferentes?

Antes de mais nada, existe uma pessoa naquela pele, sente medo, vergonha, uma confusão enorme dentro de si. Muitas vezes essa aceitação, antes de tudo, é difícil para a própria pessoa, que não se sente um homem ou uma mulher dentro daquele corpo, mas isso não é levado em conta quando o assunto é apontar o dedo e julgar.

Se há pessoas que mudam o gênero, há também quem mude muitos outros comportamentos mais controversos e que não chegam a causar um sentimento tão danoso quanto o ódio. Agora, pergunto, o que leva um ser a sentir ódio por uma escolha que não é sua? Qual o prejuízo que um desconhecido causa na vida alheia pela sua escolha?

O amor existe entre pessoas, amar é um sentimento, não uma imposição, tanto que se fala que o amor não se escolhe, o amor é cego; só para gêneros diferentes? Desconheço essa regra.

Como defendo sempre o respeito, não poderia ser diferente nesse assunto. Não concordo com violência, com humilhação seja qual for o motivo, seja o feminicídio, o homossexualismo, racismo, religião ou qualquer outra situação que constrange uma pessoa, ou que chegue ao extremo de matar. Não, isso não é tolerável.

Essas pessoas têm família, têm vida e devem ser respeitadas. Se você não aceita, tudo bem, é seu direito, mas não julgue, não sinta ódio, pois você não sabe o que aquela pessoa já passou ou ainda passa por não ser como os outros esperam. Uma atitude mal pensada pode acabar num grande problema, que talvez nem sequer vai saber o tamanho da tragédia que provocou.

Quantas coisas não aceitamos e convivemos mesmo assim? Como não respeitar uma escolha se ela não é sua? Todos nós temos as nossas próprias escolhas. Então leve pra sua vida aquele ditado: “Não faça para os outros o que não gostaria que fizessem com você”. Respeite e será respeitado.

Para tanto, serve como lição, uma frase do escritor português José Saramago:

 “Se antes de cada ato nosso, nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar.”

Se não for verdade, nem fale

Estamos envolvidos em tantas mentiras que está cada vez mais difícil acreditar nas pessoas. Em nossa vida cotidiana, encontramos desafios que chegam a complicar algumas relações.

A verdade se tornou rara, quase um luxo. Burlam com falsas mensagens, falsos e-mails, depoimentos que nos chegam como verdades, mas são falsos, pessoas que te traem e pareciam amigos, relacionamentos traídos, aparências falsas. Em quem e em que acreditar?

Ainda não temos essa resposta, apenas devemos ficar atentos ao que nos chega, e em como as pessoas reagem diante das situações. A verdade deveria ser natural na vida, mas o ser humano aprendeu a mentir tanto que se tornou um meio de vida, alguns até brincam de estragar a vida dos outros. Roubar dados, enganar, como se fosse uma esperteza propagar o mau.

Não acredito em falas bonitas sem atitude, nada se concretiza se não for materializado. Não adiantam promessas, vantagens, pois se não houver verdade, nada acontecerá. A verdade só existe quando há boa intenção, a vontade de fazer; essa vem de dentro do coração, não da boca pra fora, e a gente sente, ah! se sente.

Por isso, na próxima vez que pensar em enganar alguém com mentiras superficiais, lembre-se que você até pode enganar, mas é só uma vez, na próxima até pode ser verdade, mas não terá mais a credibilidade.

Eu divido, tu divides

Enquanto houver ideologia, haverá lado. Quando houver união, haverá paz.

Tão simples quanto fazer uma conta 2+2=? Se não souber a resposta volta pro fim da fila. É necessário estar preparado para evoluir e prosseguir, não adianta jogar palavras ao vento se elas não traçam um argumento; palavras são palavras, só. Juntas e bem formuladas e pensadas são argumentos.

Aqui falo de ideologia de tudo o que está dividido hoje, e olha que não são poucos os assuntos. Sem criar desentendimentos ou um palanque de opiniões, quero apenas explanar que o que estamos vivendo hoje são desajustes do ego, e da tão famosa ‘razão’.

Quando, por exemplo, numa simples conversa o seu argumento torna-se a ponte para o argumento do outro. Eu conto que quebrei o dedo e, em seguida, você conta que quebrou dois dedos, ou seja, sequer ouviu, já estava pronto para contar o seu caso, não conversou nada, mal ouviu.

Novamente entra a razão, a fatia cortada, o seu argumento é menor do que o meu, e vice-versa, uma verdadeira disputa de lados; esse caso é mais leve, tem outros muito piores que envolvem escolhas, crenças que cada um carrega de acordo com o que vive, com o que aprendeu.

As diferenças sempre existirão, são elas que nos fazem ter respeito, entender e, principalmente, conviver com várias pessoas ao longo da nossa vida. Mas tudo mudou de uma forma assustadora desde que entramos no século XXI, parece que nem percebemos, mas foi numa velocidade avassaladora.

Chegamos ao fim do poço, quase não podemos mais falar. Opinião? Tornou-se a coisa mais perigosa, ou você destrói ou é destruído. Ouvido? Jamais. Então como iremos resolver isso se estamos divididos?

Se eu não posso pensar diferente de uma pessoa ou um grupo, então não podemos mais viver em sociedade. As diferenças deveriam ser saudáveis, mas não são, vivemos numa guerra constante, onde quem perde somos nós mesmos.

Sem termos a liberdade de expressão, acabamos por ser comandados por decisões, muitas vezes, alheias ao que queremos, justamente por não ter voz. Enquanto estamos nos ruídos da intolerância, estamos sendo conduzidos por decisões às quais não temos a menor escolha; e não somos nós que estamos ganhando alguma coisa. De repente nos vemos imersos em um plano no qual não temos força para mudar.

Não é aceitável que uma sociedade do século XXI, com tanta informação, tecnologia, acesso aos mais modernos meios de comunicação, esteja sujeita a ser dividida em opinião que nos levam a um quadro dramático de divergências inúteis, que certamente seria muito fácil se uns aceitassem os outros e virassem a página.

Somente a união traz a solução ideal para todos, nem mais nem menos. É preciso entender que cada um é responsável por suas escolhas, ninguém tem que apontar o dedo e, na arrogância sem sentido, achar que sabe mais ou melhor da vida alheia. Ninguém tem a capacidade de julgar o outro, afinal estamos todos aqui para a mesma coisa, aprender a ser melhor. Portanto não existe o melhor.

Enquanto sociedade ainda precisamos aprender muito, não é em ter razão, é em aprender o que é melhor para todos. Não para você. Se só um lado se beneficia, o outro perde também. Não há evolução se não existir união. Se não entendermos que sozinhos somos nada, mas que unidos podemos tudo, será difícil mudarmos o rumo das nossas vidas.

O Diário de Anne Frank

Resenha

Todos sabem como gosto de biografia,
mas essa história tem uma diferença, além de ser real é contada por um diário, o qual Anne Frank levou para o esconderijo que permaneceu por dois anos com a família. Relata todos os momentos, as dores de dias escondida, só podendo ver o sol pela janela de um quarto.
Uma garota ainda na puberdade, mas viveu os piores momentos dos
seus poucos anos de vida. Seu relato tornou-se o livro mais lido do mundo, traduzido em mais de sessenta línguas.

Sua história sobreviveu ao holocausto,
foi narrada com a inocência de uma garota, que contava ao seu diário seus mais profundos segredos; era em quem podia confiar naquele momento, muito inteligente e esperta para a sua época.
Uma história triste, mas vivida com força e coragem em dias sombrios onde ela conseguiu viver dias felizes em meio a tantas dores.

A importância da leitura

Há muito tempo se sabe que a leitura é fundamental para o vocabulário, o senso crítico, a imaginação e, também, pela cultura. Sim, quando lemos armazenamos informações que nos trazem o senso crítico para debater e compreender assuntos. Além disso, enriquecemos nosso vocabulário tanto na escrita quanto na fala; quem não lê não adquire conhecimento, não exercita o cérebro para a imaginação, não adquire conhecimento das palavras; das várias formas de palavras, de dizer e expressar.

Escrever é dar vida às letras, é criar, observar o mundo a sua volta. Escrever é colocar seu cérebro para criar, seus sentimentos e percepções, dar vida a personagens que contam sua história. Colocar suas ideias em forma de gente, dar vida às palavras.

Desde pequena lia muito, toda semana emprestava um livro da biblioteca da escola; a ficha estava sempre cheia. Em casa nunca faltaram revistas e jornais, que meus pais liam todos os dias. Cresci tendo o exemplo, e também pelo gosto de viajar nas histórias. Nunca esqueci do livro que mais me marcou, “Alice no país das maravilhas”. Como viajei naquela história, queria ser ela.

Escrevi um conto quando tinha dez anos, nunca publiquei, mas guardei. Me formei em Letras, fiz muitos cursos ao longo da minha vida para me especializar e aprender mais. Hoje sou escritora, revisora, biógrafa, três antologias publicadas, uma coletânea das minhas crônicas em e-book (totalmente independente) pela Amazon, e outro livro pronto – em breve saberão dos detalhes. Sabe aquele conto que eu disse que escrevi quando tinha dez anos? Coincidentemente, os personagens principais têm o mesmo nome dos personagens do meu novo livro. Dizem que não existe coincidência. Então, acho que esta história ficou guardada dentro de mim para publicar agora que sou madura, e vocês terão o prazer de ler.

Nas minhas andanças até chegar aqui, fiz muitas coisas relacionadas à escrita e leitura. Uma delas, que carrego com muito carinho, foi ter dado aula de gramática e redação para crianças carentes de um abrigo da minha cidade. Fazíamos a roda de leitura e eles gostavam muito, foi enriquecedor.

Se todas as crianças tivessem acesso à leitura tudo seria diferente, os horizontes que se abrem na vida, o conhecimento, a abertura para ser uma pessoa melhor, não tem preço. Por isso levanto a bandeira para a hashtag #doeumlivro. Vamos ajudar a mais pessoas terem acesso à leitura. Juntos somos mais.

Faz sentido pra você?

Em algum momento você já fez essa pergunta, mas o que isso quer dizer? Só faz sentido aquilo que sente, que aceita, o que escolhe como verdade. Esse sentido pode ser para coisas, pessoas, reações, ou pela vida.

Já pensou no sentido da vida? É um tanto desafiador, e também gera opiniões diferentes, já que é um tema bastante polêmico, que se diferencia por segmentos religiosos e filosofia de vida. Mas é importante a discussão, saudável, sobre esses assuntos. Se estamos vivos devemos pensar e entender de alguma forma.

Nascemos, vivemos e morremos. A vida é um assunto importante, assim como a morte. Fazemos parte disso e parece que vivemos sem nos importar muito com o que estamos vivendo, mas é preciso se importar, não dá pra sair vivendo como se não houvesse amanhã; um dia não haverá mesmo, mas até que não aconteça é necessário cuidar e estar atento ao que fazemos e como estamos vivendo.

Mas e a morte? Embora ninguém queira lembrar ou saber que ela existe, precisamos entender, não adianta se fazer de desentendido, sabemos muito bem que não ficamos para sempre. Então, qual é mesmo o sentido da vida? Já faz muito sentido sabermos que vivemos e cumprimos algo na nossa existência, trabalhando, cuidando de alguém, aprendendo e errando. O que não faz sentido para nós é o como e por que estamos aqui, e para onde vamos.

Essas perguntas fazem parte da existência humana, pois estamos em constante busca de respostas que estão dentro de nós, mas nem sempre enxergamos. Achamos que os prazeres da vida fazem sentido, que a felicidade é uma busca constante, mas ela não é estática nem palpável, é um estado. Os bens materiais não fazem o sentido da vida; são passageiros e não acumulam sentido algum. Então, o que nos faz sentido?

As escolhas pensadas para sua evolução, o trabalho, a família, a existência, o despertar todos os dias, o respirar, a inteligência, a máquina que funciona dentro de nós. Viver em paz e ter a certeza de que no fim, quando a morte chegar, não precisa se preocupar para onde vai. Se aqui cumpriu o seu papel, certamente o sentido da sua vida foi cumprido.

O que somos sozinhos?

Nada. Não adianta achar que você manda e desmanda, sem você não teria nada disso, nada daquilo. É fato que temos habilidades que nem todo mundo tem, mas se não tiver pessoas que tenham outras habilidades que você não tem, nada sairá do lugar.

Quando se diz: ‘Sozinhos somos um, unidos somos fortes’, isso quer dizer que precisamos uns dos outros, ajudamos e às vezes somos ajudados também, e isso não é vergonha para ninguém, é humano.

Nem esconder nem querer abraçar o mundo. São muitos os problemas que arruínam a vida de um extremo a outro, não nascemos para viver sozinhos, precisamos do grupo, da troca, do convívio. Estamos em constante aprendizado.

O bonito da vida é a troca, o aprender e o ensinar; partilhar. A união pode transformar tudo, embora o que é bom para mim pode não ser para você, mas o que pode ser bom para os dois lados deve ser unido e ter força.

É uma pena que criaram uma forma de separar as pessoas, a desunião gera problemas, e isso tudo junto gera uma catástrofe.

O homem primitivo vivia em grupo, justamente pela necessidade da convivência, da cooperação. Passados milhares de anos o homem achou que não precisava de mais ninguém, e acredita nisso com tanta força que, por vezes, nos sentimos num redemoinho, e, claro, não encontramos o caminho de volta.

A necessidade de ser mais foi tão maior do que a união, que tudo se perdeu, o sentido de tudo se foi. Mas temos uma carta na manga, somos mutantes e capazes de mudar aquilo que não queremos mais. Portanto, se esse redemoinho nos levou para um lugar desconhecido, cabe a nós encontrar a saída.

Sempre há um lugar que podemos voltar e começar tudo de novo, encontrar o caminho de volta é mais empolgante se unidos estivermos. Afinal, sozinhos não somos nada, mas juntos somos mais.