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Qual mudança tivemos na sociedade nos últimos quarenta anos?

Estava lendo esta semana um livro da faculdade. “O que é família?”  Posso afirmar que a análise daquela época, anos 80, é completamente arbitrária aos dias de hoje. Falava-se sobre impor a forma e legalização das relações sexuais e regras sociais para ‘procriação’, onde o sexo era um bem de consumo. Seria impossível existir uma igualdade entre homens e mulheres que permitisse a transformação das relações sociais enquanto nossa sociedade fosse patriarcal e discriminativa das mulheres, sexista, dividida em classes.

Pois bem, relações sexuais e regras para procriação são um tanto pesadas para pensar nisso, já que o sexo era pensado para esse fim, e não para uma relação à dois. Mas, em contrapartida, carregamos, ainda, após quarenta anos, o fardo da sociedade patriarcal e discriminativa contra a mulher, que não evolui, que está presa a uma sociedade machista e que só piora. Qual foi mesmo a evolução que tivemos?

Não tivemos nenhuma melhora no campo social, só piorou. Os feminicídios estão aí para contabilizar essa sociedade retrógrada, a qual trata o homem como poder e a mulher na submissão. Não, isso não cabe mais nos dias de hoje, nenhum homem tem o poder de mandar em uma mulher, muito menos matar. Nenhuma mulher deve ser submetida ao abuso de um homem. Evoluir mentalmente também é mudar os dogmas de uma sociedade.

A evolução entre homens e mulher foi para piorar a situação, homens cada vez mais agressivos, incapazes de aceitar a independência e colocação das mulheres no mercado de trabalho. Crescem cada vez mais os red pills, preparando jovens para esse mundo insano da agressividade contra a mulher, sendo que estão indo contra sua própria existência. Afinal, suas mães são mulheres que pariram esses homens tão incapazes de usarem sua masculinidade para o que deveria de fato, e não é matar.

Agora, alguns machistas que estão no poder decidiram arquivar a emenda que torna crime a misoginia para depois das eleições. Por que será? Alguém sabe? Mulheres, ao votar, pesquisem sobre seu candidato, pois mulher que vota em machista não pode reclamar depois. É importante que se saiba muito bem quem é quem, para mais tarde não fazer parte da estatística e culpar os outros.

A família, sendo a base de tudo, deveria ficar mais atenta aos exemplos que está dando aos filhos, do que aos presentes caros que não compram dignidade e caráter. Presença e bons hábitos fazem a diferença. Pais agressivos criam filhos agressivos, pais trabalhadores criam filhos iguais, pais que usam a malandragem também estão criando filhos malandros. Portanto, seu comportamento vai direto ao encontro do que você faz.

Família não é uma casa com dois filhos e um cachorro, vai muito além disso. São valores, dignidade e respeito que formam o caráter, sem isso só se repete o ciclo de gerações de homens machistas e agressivos. Para os que têm uma filha, parem e pensem. É um homem como você que espera para sua filha? Pense bem. 

Solte para a vida

Uma mulher quando se torna mãe nunca mais é a mesma pessoa. Um filho traz consigo uma fragilidade tão doce, mas ao mesmo tempo a força do amor incondicional; na minha opinião o único Ser que conseguimos amar dessa forma.

Esse amor começa quando desconfiamos que estamos grávidas, e naquele momento já começam os cuidados, a preocupação com aquele ser que começa a se desenvolver dentro de nós. A cada surgimento da barriguinha tão esperada é uma alegria; a única barriga que a mulher gosta de mostrar, afinal lá está o grande amor da sua vida.

O parto é o momento mais incrível, onde mãe e filho acabam por reconhecer aquele rosto, porque o amor já existe há nove meses. É uma mistura de alegria, emoção de um momento no qual tudo se transforma dali para frente.

Essa ligação entre mãe e filho se estende por toda vida. Comemoramos cada conquista, os primeiros passos, as primeiras palavras, o sorriso de um bebê. Lutamos por aquele ser em todas as fases da vida, defendemos, brigamos, ensinamos; ah! como ensinamos, mas nem sempre seguem nossas orientações, são seres humanos únicos e com escolhas próprias, e seguem seu caminho, errando e acertando, mas sempre com a certeza de que têm para onde recorrer, para onde voltar, um colo onde chorar de alegria ou tristeza.

Tenho a certeza de que nossos filhos nos são enviados para que não só eles, mas principalmente nós possamos aprender muito, aprender que são nossos, sim, pois temos o compromisso de criá-los para o mundo e não para nós. São nossos até irem, e eles devem ir.

Não podemos ser egoístas nem possessivos, pois eles também vêm para a vida com o propósito de aprender, de ter suas próprias experiências, seus sonhos. Deixe que tropecem, pois precisam aprender, não terão nossa presença para sempre. Nós também aprendemos a caminhar e estamos aqui para contar.

Deixem ir, eles sabem que tiveram alguém que os ensinou o que era a vida; nós também não sabíamos e acho que nem sabemos ainda, mas viver é assim, a gente vai e se der certo continua; se não der, começa tudo de novo, diferente, mas começa.

Liberdade e passar confiança para seu filho é o melhor que se pode fazer, quem não tem confiança em si não consegue nada, sempre vai precisar de um empurrão e nada dá certo, sabe por quê? Não aprendeu a andar sozinho, e quando perder para sempre essa mão não saberá qual direção seguir.

Ver seu filho ir e dando certo é a resposta de Deus de que você cumpriu a sua missão com responsabilidade, não decepcionou quem acreditou em você. Sinta-se feliz com o Ser que você cuidou, é um pedacinho seu que deu certo aqui na Terra e vai levar a sua história para outras pessoas saberem quem foi você.