Viver ou sobreviver

Viver é uma arte. Todos os dias nos reinventamos para sobreviver, mas o que é viver? É aprender dia após dia, se refinar nos aprendizados, mudar os olhares para a vida e para os outros. A vida não é como acreditamos quando criança, pois aprendemos na infância, aprendemos na juventude e reaprendemos na vida adulta. Nada permanece para sempre, nem mesmo aquilo que acreditamos um dia.

Quando a gente para pra pensar nos anos que passaram, nos damos conta de como mudamos e não percebemos. Olho para trás e vejo que quase tudo o que acreditei um dia hoje não faz o menor sentido, todos os acontecimentos ao longo da vida vão te mostrando, aos poucos, que cada fase tem o desafio necessário para seu aprendizado naquele momento.

Quanta coisa se passou que você pensa: ‘Hoje eu faria tudo diferente’; sabe por quê? O tempo passa e você aprende, muda e amadurece. Jamais seremos sempre a mesma pessoa, mesmo sem perceber a gente muda. Aquele discurso ‘eu sou assim e sempre fui’ é mentira, você mudou muito e nem percebeu, mas as pessoas percebem.

É comum ouvir alguém dizer que fulano mudou muito, mas é claro, como poderíamos passar a vida pensando e agindo sempre da mesma maneira se a própria vida muda constantemente? Seríamos infantis sempre, mas não é isso o que a gente quer.

É mais fácil aceitar as mudanças do que se frustrar eternamente, ou pior do que isso, ser um adulto infantilizado, daí fica pior do que se tornar adulto cheio de mudanças. Mas tem quem não aceite isso, quanto mais envelhece, menos quer parecer velho, e isso não é apenas na aparência, nas atitudes também.

Viver é sentir-se parte deste mundo, evoluir e aprender. Sobreviver é usar o seu aprendizado para subir e descer as ladeiras da vida, quebrar muralhas e tirar as pedras do caminho, para assim continuar sua caminhada até quando Deus quiser.

A próxima vez que você pensar em reclamar da sua história, dos seus tropeços, lembre-se que você só se tornou quem é hoje por causa disso. Quem não cai não saberá o que é levantar, quem não perde não sabe o que é vencer, e quem não vive não sabe o que é sobreviver.

Você já amou à primeira vista?

Sempre ouvi dizer em amor à primeira vista, mas não acredito nisso, e sabe por quê? Ninguém ama de cara ninguém, pois o amor é construído dia após dia, com a convivência, com cuidado, respeito, atenção… O que ocorre quando alguém se sente loucamente atraída por outra é a tão falada paixão. Essa sim tem o poder de incendiar de cara.

A diferença entre o amor e a paixão é a intensidade. Na paixão existe o desejo de se relacionar emocionalmente e sexualmente também. Ao mesmo tempo em que se sente felicidade, sente-se a desilusão; às vezes, chega-se a cometer atos insanos pelo outro(a).

Como diz a música da Rita Lee ‘Amor e sexo’

 Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Essa estrofe define com clareza a diferença entre um e outro. Então, quando se fala em amor à primeira vista é igual à paixão? Não, definitivamente não é. Primeiro, a paixão, depois, o amor. Ah! e quando a paixão acaba vira amor; se não virar é porque acabou a paixão.