Janeiro de 2022. O mês que tudo aconteceu

2022 tem apenas dezenove dias, nem completou um mês ainda, mas parece que faz um ano que entramos no novo ano, pois já aconteceu de tudo e mais um pouco nesses dias.

Já iniciamos com as tragédias de enchentes na Bahia, que começaram em dezembro de 2021 e continuaram nos primeiros dias de 2022. Pessoas desabrigadas, famílias que perderam tudo o que tinham, ficaram só com a roupa do corpo. 26 mortos.

Quando a chuva deu uma trégua e puderam ver suas casas e tentar recuperar o que sobrou foi a vez de Minas Gerais. Chuvas, rompimento de barragem e uma rocha que se desprendeu em Capitólio, matando 10 pessoas que estavam numa embarcação.

Chuvas com enchentes no Espírito Santo, tsunami em Tonga (Nova Zelândia), meteoro que caiu em Minas Gerais, invasões de besouros na Argentina e de pássaros em um estacionamento nos EUA. Aumento dos casos de Covid, gripe H3N2. E tá tudo bem?

Será que as chuvas passaram a ser mais intensas só porque aumentou um ou dois graus na Terra, o efeito El nina é um fenômeno natural, as queimadas são perfeitamente normais, os tsunamis acontecem, a pandemia não acaba e continua matando pessoas mesmo depois de vacinas, e não conseguem dar um fim nisso? Além de tudo, chega uma gripe fora de época, grave, falta alimento na mesa de muitos brasileiros, o salário não acompanha os aumentos abusivos, a economia vai mal das pernas, o mundo está enlouquecido, enfraquecido, cansado e não se encontra solução pra nada?

Alguém te avisou que entraríamos num redemoinho no século XXI que não teria saída? Quantas tragédias serão necessárias para se perceber que o ser humano estragou tudo? E quem tem que consertar? Nós mesmos. De braços cruzados esperando que sejamos vistos continuaremos a ser mais engolidos sem saída para a vida.

Deixar a natureza em paz é o começo de tudo.

Quando tudo acabar, tudo vira pó

A vida passa e deixamos de fazer tanta coisa por não dar valor naquele momento, com a desculpa de depois eu faço, amanhã eu vou. Quanto erro, e depois tem que ter o culpado, pois raramente esse título cabe a si mesmo, mas na maioria das vezes é.

Quando vimos tragédias como estas que estamos presenciando, nos damos conta de que vivemos totalmente errado, nos preocupando com coisas pequenas, e não nos damos conta que em fração de segundos tudo pode acabar. E daí eu pergunto: valeu a pena ter deixado de fazer o que queria, ter pedido perdão ou perdoar alguém? Dizer eu te amo, dar um abraço, escancarar mesmo o coração sem pensar se está certo ou errado?

Quantas bobagens fazemos em nome do orgulho ou de não querer demonstrar um sentimento, de falar a verdade, de chorar, de concordar que está errado, que ninguém é perfeito, ninguém é invencível. É só viver e pronto, deixar fluir, ser um ser humano de verdade, sem máscaras.

Quantas tragédias estão acontecendo no mundo afora? Não é momento de parar pra pensar e sentir que a natureza está nos chamando a atenção para a vida? Está tudo errado, é muito egoísmo e egocentrismo, peito estufado e nariz empinado, aparências infladas, posições privilegiadas. Vidas vazias, orgulho pelo superficial, e a superioridade que só existe no ego de quem a carrega, porque o abismo está na frente o tempo todo, e sem perceber, se deixa de existir, e não é mais nada.

Depois de dois anos de tantas más notícias e de perdas, vamos viver a vida como ela é de verdade, contemplar a natureza do jeito que ela é, sem querer mudar ou transformar o curso natural dela. Vamos viver por nós mesmos e não para os outros, cada um faz a sua parte, o melhor que pode por você e sua família. Seja feliz, viva em paz, ninguém tem que provar nada, ninguém veio pra competir, viemos para aprimorar a nossa própria vida. Chega de malandragem e oportunismo, as melhores coisas da vida são de graça, é simples viver. Viva pra você e por você, o que você faz, conquista, tem, ou a sua opinião, só interessa a você.

Portanto, pense se vale a pena tanta competição e discussão se não levamos nada daqui, e quando acaba toda a corrida, viramos pó e não sobra nada.