A Culpa que não é sua. Quando a falta de caráter se disfarça de amor

Por que nos relacionamentos tóxicos a mulher se culpa de algo que ela não fez? Sabemos que em relações narcisistas o autor faz com que a vítima se sinta culpada, ele transforma o seu erro em culpa para a mulher. E quando não há um narcisista na relação, como podemos identificar a mesma culpa?

Como eu disse em uma crônica passada, estamos diagnosticando comportamentos como se todas as pessoas tivessem o transtorno de personalidade narcisista, mas não é. Vamos desenrolar esta situação. O erro de uma pessoa pode passar como um pedido de desculpa, uma conversa sincera sobre algum episódio que possa ter acontecido, mas estamos falando de alguém leal em admitir seus próprios erros, será?

Que lealdade é essa se confessa um erro? Já não é leal, certo? Se errou faltou lealdade com você, mas acreditamos e passamos uma borracha como se fosse muito diferente de um relacionamento tóxico, isso não é tóxico? Ser enganada, ouvir a confissão e reagir como se fosse diferente? Você está errada, as pessoas montam palco, se mostram arrependidas, falam bonito e continuam iguais.

Normalmente, só irá perceber a farsa tempos depois, e sabe por quê? A mentira não se sustenta por meses, é apenas por alguns dias, em seguida o comportamento volta ao seu modo natural, sem perceber. É por isso que muitos casais não tomam decisões no momento, tudo fica confuso entre a verdade e a mentira, mas a verdade sempre aparece.

Quantas mulheres são enganadas pelos seus parceiros com personalidades ditas normais, mas com falta de caráter? E assim segue o jogo do amor debaixo do pano que esconde a verdadeira face de cada um. Mulheres vivendo com homens dissimulados e que não têm o rótulo de narcisista, mas machucam e desrespeitam a mulher da mesma forma. E sentem-se culpadas.

Podemos sempre superar as dificuldades, colocando-nos sempre em primeiro lugar, aprendendo que a sua vida, a liberdade, vale muito mais do que qualquer casamento no qual você não é respeitada.

Mulheres, aprendam a se valorizarem, a entender que não dependem de um homem. A mulher vive muito bem sozinha, já o homem, sempre precisará de uma mulher. Liberte-se e viva sua vida como nunca conseguiu viver antes, afinal devemos ser felizes para nós, e não para a sociedade.

Resumo impactante:

Nem toda dor nasce de um diagnóstico, mas toda falta de respeito deixa marcas. Este texto expõe a culpa silenciosa que muitas mulheres carregam quando são enganadas, manipuladas ou desvalorizadas por parceiros que não recebem o rótulo de narcisistas, mas ainda assim ferem profundamente. A mensagem é clara: amor não deve aprisionar, confundir ou diminuir. A verdadeira libertação começa quando a mulher entende que não precisa se culpar pelo erro do outro — e que sua liberdade vale mais do que qualquer relação sem respeito.

Medo de envelhecer ou de depender?

Será que temos receio de envelhecer ou, na verdade, de depender? Essa pergunta ajuda a compreender por que uma geração de mulheres — e de homens — com mais de sessenta anos ocupa as academias com uma presença inédita em comparação às gerações anteriores.

Hoje, sabemos que movimentar o corpo sempre foi uma questão de saúde, embora, por muito tempo, esse cuidado tenha sido associado sobretudo à aparência. Envelhecer é inevitável, mas compreendemos melhor que esse processo não acontece apenas por fora: ossos, músculos, órgãos e mente também perdem vitalidade com o passar dos anos.

Por isso, é necessário olhar para o envelhecimento que ocorre de dentro para fora. Esse cuidado, antes pouco valorizado, precisa ocupar um lugar central nas escolhas de quem deseja chegar à maturidade com autonomia.

De que adianta manter rosto, cabelo e corpo aparentemente bem cuidados se, por dentro, a estrutura que sustenta a vida está se enfraquecendo? Antes de tudo, é preciso cuidar de músculos e ossos, por serem eles que garantem mobilidade, equilíbrio e liberdade para viver com menos dependência.

Musculação, caminhada, natação e outras formas de movimento representam investimentos essenciais no futuro. Quanto mais cedo esse cuidado começa, maiores são as chances de preservar independência e qualidade de vida.

Quando os músculos não são estimulados, a mobilidade diminui. Caminhar, levantar-se e deslocar-se são movimentos básicos para manter a própria jornada; cuidar deles não significa recusar a idade, mas evitar a perda desnecessária de autonomia.

Cuidar da aparência continua sendo válido, desde que sem a pretensão de esconder o tempo. Envelhecer também revela experiência, história e vida vivida; fazê-lo com capacidade de movimento é sinal de consciência e evolução.

Todos vamos envelhecer, e a finitude faz parte da vida. Ainda assim, podemos escolher chegar a essa fase com mais disposição, saúde e condições de conviver por mais tempo, e com mais qualidade, com quem amamos.

Cuidar do corpo é sinal de evolução; envelhecer sem atenção à própria saúde é uma escolha. Como você prefere chegar à terceira idade: com liberdade ou dependência?

Transtorno antissocial e a liderança.

Em um mundo com tantos líderes de ego inflado, sem empatia com o próximo, sem remorso por explorar, manipular e desrespeitar regras sociais, como poderemos esperar algo tão fundamental de empresas para cuidar da saúde mental de seus funcionários? Será que sucumbirá essa nobre decisão?

Esses malfeitores são chamados de sociopatas, ou transtorno do comportamento antissocial, e não são poucos. Aparecer nos dias de hoje é quase uma lei para prosperar e ser reconhecido, mas essa nova maneira de ter reconhecimento fez com que algumas pessoas mesclassem a necessidade com a fome de mostrar poder.

Um empresário de sucesso não precisa fazer papel de influencer nas redes sociais para demonstrar poder, ao contrário disso, quem pensa que está abafando na verdade está demonstrando incapacidade de gerir uma empresa de portas fechadas. Porém, há quem aja desta forma, expondo problemas internos com funcionários nas redes. Um tiro no pé.

Se não devemos falar sobre nossa vida particular, que dirá dos problemas de uma empresa. Quem com sanidade mental teria um comportamento desse? Tem quem faça. Esquece apenas que isso fala mais sobre seu caráter do que sobre seus funcionários, ou seja, se fala mal deles é porque não tem comando, e quem não tem comando não tem respeito. Quem confiará numa empresa que age assim?

Imagina a NR1 que está aí para salvar trabalhadores de líderes assim? Os próprios líderes estão expondo o comportamento abusivo nas redes sociais, nem precisam ser investigados. Santa ignorância. Precisamos de líderes com mais sanidade mental.

Sua empresa precisa de gente para estar à frente de tudo o que você não sabe; ninguém sabe tudo, nem o empresário. Dar voz a quem entende, respeitar o trabalho e necessidades de todos, compreender que comando não é estar tudo como você quer; gerir uma empresa não é fazer birra, é ter capacidade e trazer os funcionários para você.

Dar incentivo, reconhecer o trabalho, acertar no time e, principalmente, respeitar e ser respeitado, essa é uma regra para a vida. Quem deseja ser referência não é apenas o seu produto que fará esse processo, mas o próprio patrão com sua empatia e educação acima de tudo. Nenhuma empresa conseguirá cuidar da saúde mental se o gestor não tiver essa saúde, todo o resto desanda.

Embora a lei aplique multa em quem não respeitar as regras, sabemos que pode haver resistência. O importante é que agora temos uma lei, e infelizmente, para termos o respeito de quem contrata, é preciso multar. Poderia ser muito natural, afinal, respeito não se compra, é um dever do ser humano, ou deveria ser. Só esperamos que seja cumprida.

Narcisista ou mau caráter?

Quantas vezes passamos o pano para alguém que só é mau-caráter mesmo? É muito comum ouvirmos que uma má atitude é narcisismo, é trauma de infância, mas na verdade apenas estamos dando diagnóstico para mau-caráter. Nem todo mundo é narcisista!

Manipular, mentir, enganar sempre foi um ato maldoso. Um mau-caráter é aquele que age com um comportamento moralmente incorreto, na falsidade e deslealdade, não é uma pessoa honesta e tampouco confiável.  A princípio, a pessoa utiliza uma máscara para esconder sua verdadeira face, é atenciosa, um amigo ou parceiro muito gente boa, mas em seguida, sem perceber, começa a armadilha discreta.

O narcisista é cruel, faz tudo a favor de si mesmo, tudo tem que ser como idealiza, é quase um psicopata. Embora seja parecido, o mau-caráter segue algumas facetas, mas o intuito é utilizar o outro parecendo uma boa pessoa, enquanto isso planeja sua derrocada, e sentindo-se confortável nessa situação. Promove uma imagem, sabe que está fazendo aquela pessoa sofrer, e continua na mesma posição.

Sabe aquele que comete os mesmos erros? Então, sabe que está errado e continua como se não fizesse nada. Trai, engana, mente, derruba e ainda assim age como se fosse a conduta certa, sem remorso.

Ainda existe aquele que rouba, inventa, toma o lugar do outro, se faz de amigo e te destrói. Quantas pessoas passaram em nossa vida assim e não percebemos? Na família, nos relacionamentos entre casais e amigos, que traem sua confiança, destroem suas expectativas, frustram a sua impressão sobre elas.

Dói pensar nisso, mas é a realidade que não conseguimos enxergar antes, é perceber o quanto fomos enganados, o quanto pode ter achado que era apenas um trauma, um diagnóstico não revelado, mas era mesmo apenas mau-caráter.

Vivemos num mundo repleto de pessoas que estamos diagnosticando como se fosse um problema de saúde mental. Sempre existiu e continuará existindo a falta de caráter, independente da história de vida, porque mudar todos podemos, é só querer e saber o quanto podemos estar afetando a vida de alguém que amamos. Só não muda quem não pretende sair dessa posição de conforto.

Devemos olhar mais para nós, distanciar de pessoas que só nos fazem mal, nos curar em primeiro lugar, e não tentar curar o outro. Se não olhar para você ninguém irá te socorrer, e não estamos aqui para sermos estragados por alguém, e sim para vivermos a nossa vida dignamente e em paz. Entender que pensar em si não é egoísmos, é amor-próprio.