Transtorno antissocial e a liderança.

Em um mundo com tantos líderes de ego inflado, sem empatia com o próximo, sem remorso por explorar, manipular e desrespeitar regras sociais, como poderemos esperar algo tão fundamental de empresas para cuidar da saúde mental de seus funcionários? Será que sucumbirá essa nobre decisão?

Esses malfeitores são chamados de sociopatas, ou transtorno do comportamento antissocial, e não são poucos. Aparecer nos dias de hoje é quase uma lei para prosperar e ser reconhecido, mas essa nova maneira de ter reconhecimento fez com que algumas pessoas mesclassem a necessidade com a fome de mostrar poder.

Um empresário de sucesso não precisa fazer papel de influencer nas redes sociais para demonstrar poder, ao contrário disso, quem pensa que está abafando na verdade está demonstrando incapacidade de gerir uma empresa de portas fechadas. Porém, há quem aja desta forma, expondo problemas internos com funcionários nas redes. Um tiro no pé.

Se não devemos falar sobre nossa vida particular, que dirá dos problemas de uma empresa. Quem com sanidade mental teria um comportamento desse? Tem quem faça. Esquece apenas que isso fala mais sobre seu caráter do que sobre seus funcionários, ou seja, se fala mal deles é porque não tem comando, e quem não tem comando não tem respeito. Quem confiará numa empresa que age assim?

Imagina a NR1 que está aí para salvar trabalhadores de líderes assim? Os próprios líderes estão expondo o comportamento abusivo nas redes sociais, nem precisam ser investigados. Santa ignorância. Precisamos de líderes com mais sanidade mental.

Sua empresa precisa de gente para estar à frente de tudo o que você não sabe; ninguém sabe tudo, nem o empresário. Dar voz a quem entende, respeitar o trabalho e necessidades de todos, compreender que comando não é estar tudo como você quer; gerir uma empresa não é fazer birra, é ter capacidade e trazer os funcionários para você.

Dar incentivo, reconhecer o trabalho, acertar no time e, principalmente, respeitar e ser respeitado, essa é uma regra para a vida. Quem deseja ser referência não é apenas o seu produto que fará esse processo, mas o próprio patrão com sua empatia e educação acima de tudo. Nenhuma empresa conseguirá cuidar da saúde mental se o gestor não tiver essa saúde, todo o resto desanda.

Embora a lei aplique multa em quem não respeitar as regras, sabemos que pode haver resistência. O importante é que agora temos uma lei, e infelizmente, para termos o respeito de quem contrata, é preciso multar. Poderia ser muito natural, afinal, respeito não se compra, é um dever do ser humano, ou deveria ser. Só esperamos que seja cumprida.

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