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Ansiedade no Brasil e suas causas

Cerca de 18 milhões de brasileiros vivem com ansiedade. Segundo dados citados pela Organização Mundial da Saúde, o Brasil apresenta elevada prevalência do transtorno. A ansiedade afeta significativamente a qualidade de vida e pode estar relacionada a afastamentos do trabalho e a problemas associados ao estresse. A síndrome do pânico, que pode estar vinculada aos transtornos de ansiedade, atinge cerca de 6 milhões de brasileiros. Além disso, o uso excessivo das redes sociais, a necessidade de permanecer conectado, a dificuldade de concentração no trabalho ou na escola e o consumo acelerado de conteúdos — como vídeos e áudios em alta velocidade e textos muito breves — podem intensificar o problema.

A ansiedade no Brasil é um desafio complexo de saúde pública, que exige atenção tanto individual quanto coletiva. Para enfrentá-la, é necessário compreender os fatores de risco, reconhecer os sintomas e adotar estratégias adequadas de prevenção e tratamento, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida.

A impaciência pode ser observada em diferentes contextos cotidianos, como no trânsito, em filas e em consultórios médicos. Impulsividade, preocupação excessiva e dificuldade para lidar com limites podem acompanhar quadros de ansiedade e contribuir para reações agressivas. Esses comportamentos comprometem o dia a dia de quem sofre e também afetam as pessoas ao redor.

O cuidado com a ansiedade deve ser definido de acordo com as necessidades de cada pessoa e com orientação profissional. A psicoterapia pode ajudar a compreender fatores emocionais, possíveis gatilhos e os impactos do transtorno no cotidiano. Quando indicada por um profissional habilitado, a medicação também pode fazer parte do tratamento. Não existem soluções milagrosas nem um único culpado: o processo exige acompanhamento, tempo e participação ativa da pessoa.

Além de estimular o imediatismo, a internet favorece a divulgação de relatos e orientações de pessoas sem qualificação, que descrevem problemas emocionais e oferecem soluções rápidas como se uma única experiência servisse para todos. Cada pessoa vive em um contexto diferente; por isso, mesmo situações aparentemente semelhantes podem exigir formas distintas de cuidado. Generalizações desse tipo são irresponsáveis e podem aumentar a confusão de quem já está em sofrimento.

A ansiedade pode se manifestar de diferentes formas e, quando causa sofrimento ou prejuízos à vida cotidiana, deve ser avaliada por um profissional de saúde mental. Por se tratar de uma condição séria, não deve ser reduzida a fórmulas simples nem tratada com orientações de pessoas sem qualificação.

Procure observar quando os sintomas começaram e de que maneira estão afetando seu cotidiano. Reconhecer esses sinais é um passo importante para buscar a ajuda de um profissional; quanto antes houver avaliação e acompanhamento adequados, maiores serão as possibilidades de recuperação e melhora da qualidade de vida. Não deixe a saúde mental para depois: cuidar dela também contribui para o bem-estar físico e para relações mais saudáveis.

A falta de empatia que vivemos

A falta de empatia das pessoas é algo a ser estudado. Falamos em ensinar às crianças, e isso é urgente, porque os adultos, nunca generalizando, não sabem sequer o significado da palavra, e muito menos incluí-la no seu dia a dia.

E não estou falando de um assento de cadeira de avião que virou notícia, sem comentários. Estou falando de compreender a situação, a dor, o momento, os problemas que enfrentamos.  Acontecem coisas na vida que não esperamos, não temos um calendário de acontecimentos, quando alguém vai morrer, se você está passando mal no dia marcado, que terá uma intoxicação alimentar, e tantas outras coisas.

Mas como sempre em primeiro lugar o dinheiro, nunca a pessoa. Cada um por si e os outros que se virem. Empatia significa se colocar no lugar do outro, entender a situação e usar aquilo que se chama de humano, que está em extinção, para compreender. Em vez disso, ‘Eu’ me preocupo comigo. Sempre o ‘Eu’.

Se convivemos com tantas pessoas ignorantes em lidar com outro ser humano, como teremos crianças empáticas e capazes de viver num mundo em sociedade que só se vê briga de poder? Estão aprendendo o individualismo, o narcisismo, e é muito mais difícil de se colocar essa virtude em questão no cotidiano das crianças.

Tenho visto e vivenciado tantas coisas difíceis de engolir que não pensei que um dia aquele mundo que eu sempre admirei se tornaria tão sujo e com pessoas tão pobres de espírito para com os outros. Acho que o descaso, ou o tanto faz, tornou-se uma forma de vida para algumas pessoas. Somos como descartes, não gostou? Joga fora.

Tenho uma amiga que de tempos em tempos ela faz uma limpa nas redes sociais dela, diz que tem gente que só olha, não conversa, não procura, não comenta, não curte, está fazendo o que lá? Ela tem razão, tem gente com milhares de ‘amigos’, será que fala com todos? Ou quer mostrar que é pop? Antes a gente falava que a inveja mora ao lado, agora mora dentro da palma da sua mão também. Por que não fazer isso com pessoas reais? Estão jogando fora também sem piedade nenhuma. Alguns até por utilidade, outros por interesse, e ainda o tanto faz.

Esse comportamento crescente está afastando as pessoas que se reaproximaram quando surgiram as redes sociais, que gente achava que poderíamos conviver novamente como antes, mas não durou. Nos comunicamos por meio de mensagens, e deixamos de nos comunicar pelo mesmo meio. Interessante isso, e, ao mesmo tempo, desagradável.

Seguimos a vida cada vez com menos pessoas que nos amam e amamos de verdade, sinto que cada um está vivendo como pode e como dá. A crueldade e a falsidade são sinônimos de como se vive no mundo de hoje, por isso sentimos tantas saudades do mundo de ontem. Não era perfeito, mas a vida era mais bonita.

Por Maristela Prado