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Quem é a sua família?

A família é o maior bem que podemos ter, é onde encontramos suporte para enfrentar os altos e baixos, amor e acolhimento. Nos tornamos adultos de acordo com a infância que tivemos; o que se carrega para a vida, é o que aprendemos nos primeiros anos de vida. 

Por esse motivo, a família tem um papel fundamental. Grande parte dos problemas que enfrentamos, são decorrentes de traumas, principalmente na infância. A criança nasce pura, sem conceitos ou maldade, somos nós, os adultos que ensinamos os nossos conceitos e crenças. Por isso o alicerce deve ser muito bem pensado, os exemplos nas atitudes é que determinam o que se aprende, de nada adianta falar se os atos são outros.  

Nenhuma família é perfeita, mas devemos honrar pelo básico, respeito e educação, pilares de uma vida equilibrada, e isso aprende-se em casa. Uma família desequilibrada cria filhos desequilibrados, sem rumo, sem um caminho definido, crescendo e conhecendo um mundo sem saber seu papel. É aí que os problemas começam a aparecer. E a família onde esteve que não mostrou o caminho, não estava presente? 

Traumas, tristezas profundas – depressão – medos, incertezas; ninguém nasceu assim, então em que momento isso se criou? É preciso tocar na ferida para se libertar, entender os seus problemas. A família não teve a intenção de ferir, mas cada um traz consigo sentimentos diferentes uns dos outros. Dentro de uma mesma família os irmãos não são iguais, são criados pelo mesmo pai e mesma mãe, mas são pessoas diferentes, recebem uma mesma bronca, mas a encaram de outra forma, uns ferem, outros não. 

Mas a base de tudo é o amor, se houver amor, carinho e respeito, já estamos a meio caminho andado para ser feliz no núcleo familiar, o resto enfrentamos com mais facilidade, entendendo que o outro não tem culpa de ter acontecido isso ou aquilo comigo. Vou entender que eu erro também, e posso reconhecer isso. Mas para que seja assim deve existir amor, o alicerce de tudo na vida, sem amor nos tronamos pessoas amargas. Liberte-se, acredite que você pode ser feliz, enterre sua tristeza, perdoe seus pais, eles só estavam tentando acertar. 

O prícnicpe caiu do cavalo

O dia que você nasceu o mundo já estava pronto, certo? Alguém te disse que poderia mudar as leis e regras estabelecidas ao longo da sua vida? Fazendo uma reflexão simples, chegamos à conclusão que já estava tudo pronto, como se tivéssemos um manual a seguir, sendo que se ousar a seguir diferente terá que enfrentar uma sociedade que vai te olhar torto, caso não siga as regras da vida. 
 

Imagina só uma mulher que não sonha com o casamento de véu e grinalda, ou mais que isso, quer ser mãe, mas não quer casar. Trabalha, ganha bem, é independente, mas quer viver sozinha, ter liberdade, não sonha com o príncipe encantado. Como assim? Então vamos lá. Abordo esse assunto com total liberdade e respeito por opiniões alheias, mas fala sério, a vida é uma regra de fases, e ai de você não cumprir, te cobram como se fosse obrigado a ser exatamente aquele robô, que durante várias encarnações seguiu as regras como se a vida precisasse passar por fases, como num jogo. 
 

Nasce, cresce, fica grandinho e já começam as cobranças: terminou o Ensino Fundamental, o Ensino Médio, vai fazer Faculdade, qual? Namora? Vai casar? Casou? Quando vem o herdeiro? E o segundo? E não para. Imagina a mulher que não quer casar? Precisa ter coragem e voz para se impor diante de tantas regras que não precisamos seguir. Ser quem se quer ser é uma das tarefas mais difíceis, diante de um mundo que já está pronto quando chegamos. Quebrar regras é desafio, é coragem. 
 

As mulheres, não generalizando, não sonham mais com a carruagem e o príncipe que fará o “Felizes para sempre”. Hoje, as novas mulheres enxergam diferente, ficam anos com a pessoa, ou moram juntos por um tempo, ou cada um no seu quadrado, ou nunca. O casamento é um sonho que está desabando, o bom mesmo é sentir saudade, sentir vontade, sentir, simples assim. O dia a dia acaba com qualquer sonho, enterra, afoga, destrói o sentir. 
 

Se temos o livre arbítrio porque somos escravos de regras? Me refiro a regras a serem seguidas para a nossa evolução enquanto pessoa. Podemos ser um profissional acadêmico ou técnico, ser autônomo ou contratado, casar ou não, namorar ou não, essas regras. Já as de comportamento em sociedade, como respeito, direitos e educação, essas são nossa obrigação enquanto seres humanos, gente, cidadãos. Devemos seguir para uma boa convivência. Podemos e devemos escolher aquilo que se quer, sem ser egocêntrico ou arrogante, sendo apenas você. Fique atento, escolha seu caminho, mas não se esqueça que o outro tem o mesmo direito. Respeite. 

O medo de sentir medo

Eu tenho medo. E você, tem medo ou prefere chamar de cuidado? Mas tem quem tenha medo de falar que tem medo, porque a palavra atrai o medo. Mas, se você entra no avião, senti pânico, pensa que pode cair, sabe Deus quantos quilômetros de distância está do chão, sua frio, passa mal, isso é medo ou receio? É medo! Você passa à noite, sozinho, numa rua deserta, tem medo ou receio? Medo! Aprendeu a dirigir, mas não pega o carro, é medo ou receio? Medo! 

Então por que tem quem diga que não é medo? Não pega bem, é melhor ter receio. De nada adianta trocar a palavra, o sentimento é o mesmo, e sua mente, não mente. Portanto, só deixará de sentir medo quando enfrentar o que te aflige, somente você pode matá-lo. Enquanto isso não acontece, você tem medo! 

E depois de amanhã?

Amanhã pode ser tarde, imagina depois de amanhã. Vai bater o arrependimento, a tristeza; eu devia ter feito, falado, batido, beijado, mas não fiz. Daí vem o “se”; se não fez, não era pra ser feito. Na vida não existe o acaso, existe o certo. Às vezes algo não acontece porque não é para acontecer, não adianta forçar, não seria bom, não te pertence.  

Chega depois de amanhã, e aí sim se conhece a resposta, com mais calma, refletindo e conformando com o resultado, pois não seria positivo. Que bom que me foi tirado, que bom não ter feito, depois do feito, não há o desfeito, é pra sempre. 

Talvez ainda chegue o dia em que os humanos pensem mais antes de agir, assim passará por menos frustrações e arrependimentos por situações que jamais se desfazem quando malfeitas. Uma palavra, um gesto que poderia ser evitado, mas não pensado, pode atrapalhar uma vida inteira. Pense antes de agir, o depois de amanhã pode ser um alívio. 

O tempo não para

A gente corre contra o tempo, e ele não para. Você chora, 

sofre, entra em desespero, mas o tempo não para. Enquanto 

você sofre e chora tem alguém chorando de felicidade, de emoção. 

Outras tantas estão trabalhando, discutindo em reuniões ou tramando 

contra, rindo e falando. E o tempo não para. 

O avião levantando voo, outros aterrissando no destino que alguém queria muito conhecer ou chegando para ver quem fazia anos que não se via. Outros de volta para casa, ou para o trabalho. Os carros passando, buzinando, brigas, batidas, gente correndo de carro e a pé. Mas o tempo não para. 

Gente morrendo, gente nascendo, gente morrendo de emoção, gente morrendo de rir, gente morrendo de medo e de alegria. E você aí chorando, mas o tempo não vai parar para sua dor passar. O mundo tem pressa, a hora passa, os minutos voam e os segundos são instantes. O tempo não para e não tem replay para vir onde errou ou que momento acertou. 

Tudo acontece no mesmo instante que você chorou… 

Palavra de mãe dói?

“Ser mãe é padecer no paraíso.” Qual será o sentido dessa frase? Quem será que inventou? Uma mãe desorientada, um psicólogo, um filósofo? 

É, a maternidade é o maior aprendizado do amor, do cuidado, da proteção, mas também ensina o quão difícil é ter que falar duras palavras para quem se ama incondicionalmente; ferir aquele pedacinho seu. 

Ao mesmo tempo que uma mãe se sente plena com a maternidade, sente-se tolhida, como se não fosse só uma pessoa, pois vive dois, três, quatro; quantos for necessário. O mais difícil é se fazer entender que não importa o número, o amor sempre será o mesmo, a proteção, o cuidado, tudo se multiplica num coração materno; todos são um pedacinho nosso. 

Mas esse paraíso tem alguns espinhos no caminho, e às vezes pisamos neles, e daí vem a dúvida, errei muito ou pouco? Feri? Sim, feriu, mas nunca é por mal, é sempre por excesso de amor. Mas os filhos não entendem, e aquela palavra, aquele conselho, doem como um punhal, ecoam na consciência para sempre, como se sua mãe vivesse na sua mente. Pior é que carregamos essas palavras como uma herança. E mesmo que um dia tenha nos feito mal, quando menos esperamos, repetimos com nossos filhos. Carregamos esse paraíso por gerações, e as palavras passam e continuam a doer. 

O que você fez com a criança que já foi um dia?

Já parou para pensar onde está a criança que você foi um dia? Se olhar para o mais profundo do seu íntimo, ainda encontrará qual foi o seu encantamento com a vida?  

A criança nasce pura, não tem maldade nem sentimentos de ódio ou inveja, traz consigo o mais nobre dos sentimentos, o amor. Mesmo que ao crescer comece a se deparar com situações de conflito, ainda assim sonha, ama e consegue viver em harmonia. A infância é o primeiro contato que se tem com os sentimentos, por isso sofrem quando são repreendidas brutalmente ou incompreendidas; claro, estão aprendendo. 

Mas é o período em que se adquire os traumas para a vida, por excesso ou falta. O excesso pode ser de cuidado, de castigo, de proteção, de palavras que jamais deveriam ser dirigidas a uma criança. Nada disso é levado em conta pelos adultos, que já são deteriorados pelo tempo. Criança não pode e não deve ser tratada como adulto, nem em gestos e muito menos em palavras; machuca, sangra por dentro. E assim vai se perdendo lentamente a pureza, o olhar sem maldade de uma criança. A falta pode ser de amor, de presença, de carinho ou até de repreensão, na medida certa. Repreenda, mas dê carinho; proteja, mas mostre os erros também; seja firme, mas seja doce também. 

Feche os olhos, imagine que está no seu quarto de criança. Você chega como adulto que é hoje, abrace a criança que foi um dia. O que você diria, qual conselho pediria a ela(o)? Sim, é a criança que tem o mais valioso para ensinar, não é o adulto. E o que você diria a ela(o), pediria desculpas por quem se tornou ou agradeceria pelo mesmo motivo? Em qual momento você teria mudado tudo, não deixar que a vida te rasgasse e deixasse de ser quem você era? 

Lembre-se da sua infância, do que você gostava de fazer, com quem gostava de ficar. Tente resgatar o que está no seu íntimo, quem você é de verdade está lá ainda, guardado. Talvez hoje apenas seja quem as pessoas querem que seja, mas o seu Eu interior está aí, e só você pode resgatá-lo. Não tente se enganar, viva o que quer viver, do jeito que quer. Não se preocupe em excesso com os padrões que a vida nos impõe. Somos seres diferentes uns dos outros, é só olhar para trás e ver que cada um viveu de uma maneira. As alegrias e os traumas não são os mesmos. Vamos respeitar mais a nós mesmos, a partir do momento que você se respeita e se aceita, a vida fica mais fácil. Faça como a criança que você foi um dia, viva; não agrade a ninguém, agrade você. 

Pensamento e intuição

O pensamento é uma massa que vibra, logo tudo o que se pensa é vibrado na mesma proporção, seja medo, raiva, insegurança, felicidade…

Cuidado com seus pensamentos, ele pode transformar a sua vida no pior significado, alimentar os sentimentos em realidade. Aprenda a ter o autodomínio, você é quem determina o que entra e o que sai da sua vida, seja seletivo, aquilo que se pensa é o que te define, é o que você faz, o que você mostra. Não adianta tentar esconder atrás da cortina a sua verdade se o que se mostra é tão simplesmente aquilo que se pensa e acaba sendo colocado em atitude.

Aquilo com que se compromete é o seu mais profundo interior, é o seu segredo em forma de conquista, de coragem de ser verdadeiramente aquilo que vive no seu pensamento, mas não havia se revelado. Pensar fala muito mais de você do que sua boca.


Intuição

É um pressentimento, uma sensação de que algo vai acontecer, pode ser bom ou ruim, algo que te incomoda te deixa inquieto. É um sentimento que atordoa, que te deixa ansioso. Uma confusão sentimental, um ato de importância para alcançar o mais alto nível de conhecimento da sua alma. Uma intuição jamais deve ser desprezada, sempre que achar que deve fazer algo, faça, pode ser a sua chance de alcançar o sonho desejado, ou talvez aquilo nunca volte a acontecer, pode não haver a segunda chance. Esteja sempre muito conectado com o que sente, apenas você é capaz de saber com clareza se algo que está na sua frente pode ser bom ou não.

É bom ressaltar que deve estar sempre consciente das situações, não confunda copiar todo mundo, ir na onda da moda com a sua realidade, a sua verdade, os seus princípios e ideais. Nem tudo o que se apresenta é o que se esperava, ou o que está de acordo com sua vida. Seja consciente e sério com você, não caia em armadilhas, ilusões que não te levarão ao seu lugar, atente para a sua ideologia, para o que você acredita e no que quer. Siga sua intuição, não ao que te sugerem o tempo todo. Ouça o seu Eu falando, você vai sentir que vem de dentro, e não de fora.

O Brasil está na UTI


Nunca passamos por uma situação tão triste como essa, nunca tivemos tanto controle de liberdade como agora. De repente a vida ficou triste, nada mais podemos fazer, até quando? Enquanto não param de crescer os números de mortos, não vemos nenhuma solução. Onde vamos parar, ou aonde querem que paremos? O poder virou uma doença, contagiosa destrutiva.

Nunca achei que felicidade fazia parte de bens materiais, do ter, isso é transitório e não traz sentimento, mas traz orgulho, apego, soberba, coisas que não fazem nada de útil para sua missão nesta vida, não preenche o vazio que muitas pessoas sentem, apesar de toda riqueza, fama e acúmulos. Morrem nesse vazio e não fizeram nada do que deviam ter feito.

A verdadeira felicidade está nas coisas que não têm preço, como a natureza, a risada gostosa, fazer carinho num bichinho, ouvir uma música que te remete a um tempo que não volta mais, um beijo em quem se ama, um abraço. Não podemos mais nem nos nossos pais. Triste.

Levaram embora nossa felicidade, nossos encontros, confraternizar com a família e amigos, comemorar, brindar a vida. Viajar, ter liberdade, planejar, sonhar, contar com o dia seguinte. Agora tanto faz.

Eu não ligo mais a televisão, não tenho nada para ver que me faça bem. Notícias? Morte, número de mortos, enganações, roubo, malandragem; eu quero ver sobre a vida. Novelas? É tudo o que está acontecendo lá fora, brigas, armações, falsidade, ‘esperteza’, violência. Não quero ver isso, quero ver o amor, o passeio, as risadas, as coisas boas da vida.

Hoje tenho vontade de ter tudo o que tinha no passado, recuperei meu aparelho de som com toca disco, CD e rádio, Ô coisa boa que é trocar de CD, colocar vários LPs para ouvir na caixa acústica antiga. Leio muito livro, compro novos e releio antigos, pego receita no meu caderno de receitas que minha mãe e minha avó me passaram. Eram (e são) tão boas, com glútem, lactose e vida; hoje não tem mais vida a comida, tudo é proibido em nome do corpo perfeito. Cuido sim da minha saúde, mas não deixei de ter prazer no que eu gosto.

Ouço Cazuza, Tim Maia, Caetano, Chico, Bethânia, Paralamas, Queem, Barry White, Michel Jackson, Steve Wander, Ray Coniff, Burt Bacharach e tantos outros do passado, que nunca morreram, são músicas eternas, de qualidade que não acaba; no CD ou LP.

Vivo hoje com a felicidade de ter minha família viva, pois laços não se perdem. Sou feliz porque tenho dois filhos, são a minha vida, meus companheiros, meu marido, que está ao meu lado para o que der e vier, meu neto, que faço tudo por ele, meus pais, minha irmã e sobrinhas, e amo todos. Por fim, por mim, que apesar do que querem destruir na vida do ser humano, não conseguirão destruir quem você é, sua história, seu caráter, sua família e principalmente, o que é meu ninguém tira.

Esse recado quero deixar como um alento para as pessoas que, assim como eu, estão cansadas de tanta barbárie aos nossos olhos e não ter como findar. Mas uma coisa temos, a certeza de que não estamos sozinhos, tem alguém muito maior cuidando de nós, eu creio.

Em oração pelo Brasil e pelo mundo, dias melhores virão!

Quando as mulheres enlouquecem

Nós mulheres temos um pouco de loucura e um pouco de razão. Certo que na maioria das vezes usamos mais a loucura, ou não?

Às vezes nos vemos obrigadas a usar um pouco de loucura para sermos respeitadas e ouvidas, fomos criadas para ser mãe, mulher e dona de casa, mas isso já passou, faz tempo. Hoje dividimos as contas, os afazeres domésticos e até o cuidado com os filhos, como podemos ser as mesmas tendo tantas responsabilidades? Mas será que a mulher é vista com capacidade maior ou igual a dos homens? Em muitos lugares sim. Mas nem tudo conspira a nosso favor.

Em pleno séc. XXI ainda ouvimos dos machistas palavras como: “Lugar de mulher é na cozinha” ou no trânsito: “Só podia ser mulher”. Pois bem, se lugar de mulher é na cozinha porque cada vez mais tem homens arregaçando as mangas para fazer os menus? Acho que tem algo errado nesses pensamentos retrógados. Ou ainda, no trânsito. Somos cuidadosas, tanto é que o maior número de acidentes fatais acontece nas mãos de homens.

Como precisamos colocar nossa loucura em prática… são tantas as situações. Impor respeito não é uma tarefa fácil, inclusive nos assédios que sofremos, ainda. Não somos objetos de satisfação de um homem, somos, antes de mais nada seres humanos, temos sentimentos, valores e um enorme desejo de ser entendida. Nossos atos nem sempre nos definem como gostaríamos que fosse, mas nesse mundo cheio de exigências, acaba por nos tornar loucas. Precisamos ter posturas um pouco masculinas, falar, exigir, das as cartas, para termos respeito e voz. E assim conseguimos conquistar nosso lugar.

Então precisamos da nossa loucura, desse descontrole. Só assim garantimos os nossos passos, cada degrau que subimos é uma vitória. Sexo frágil? Não, somos vitoriosas e muito fortes!