Feche a porta e abra sua vida

Em muitos momentos, vivemos no automático e esquecemos de desligar e olhar para dentro; quase sempre isso acontece no momento da dor. Não seria melhor darmos atenção aos nossos sentimentos, à nossa intuição? Sem dúvida, mas não é assim.

Perseguimos a busca, e qual busca? Pode ser financeira, carreira, conhecimento, ou até mesmo preenchimento de vazio, e quem não toma conta disso, deixa a vida te levar, como se não tivesse destino. É aí que mora o pecado consigo mesmo. Quando deixamos de nos olhar como prioridade, deixamos que o fluxo da vida siga sem cuidados, e nem sempre é aquele caminho que desejamos.

Não dizem que a vida é curta? Então, por que deixar sem seu olhar? Um dia seu corpo já não responde mais com a vitalidade de antes; o tempo passou e não viveu o que sonhou, e vem a culpa. É por isso ou aquilo; tem que ter um culpado, a terceira pessoa, mas a verdade está em primeira pessoa, você mesmo. Por que deixou passar, ou por que não fez nada para mudar? E a resposta é: não sei.

Sabia o que não queria mais, o que incomodava, o que sonhava, mas preferiu e deixou passar como se nunca fosse chegar o fim. O que mais importa são nossas realizações, os propósitos que temos, a evolução.

Fechar a porta e deixar ir não é fraqueza, é maturidade e cuidado consigo. É se importar com a saúde, bem-estar e saber dizer não! Quando o seu comportamento é de não permitir, você está consciente da sua vida, e isso só diz o quanto é forte e sábio para aceitar ou não o que te acontece externamente. Abrir-se para a vida é o que se espera; priorizar-se não é egoísmo, é amor-próprio.

Os problemas sempre existirão, mas não precisa acolher e dar abrigo. Tenha coragem para entender, analisar e não aceitar. A felicidade é feita de momentos, e esse pode ser o melhor momento, quando não se aceita o que dói.

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