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O que mudou?

Entramos na reta final de 2020, um ano carregado de acontecimentos pesados, começando por um vírus que ninguém imaginava que no prazo de poucos dias após ser anunciado levaria milhares de humanos da face da Terra. Que ficaríamos trancados em casa, teríamos que trabalhar de forma remota, não haveria lojas, shoppings, restaurantes, bares, baladas, praia. De repente tudo parou. 

O mundo estava diferente e triste, mas naqueles dias pararam as guerras, caíram os assaltos, o trânsito caótico das grandes cidades deixou de ser caótico. A natureza começou a brilhar como nunca, tudo começou a fazer sentido. As famílias tiveram que se unir. Querendo ou não, cada um teve que se encontrar, parar para pensar; muito se falava em mudanças, em olhar para o seu Eu interior, e de fato isso aconteceu, mas algo saiu do controle. 

Passados seis meses, será que o mundo esqueceu de tudo o que aconteceu e ainda acontece? Ou será que o humano, mais uma vez, não aprendeu nada? Eu prefiro acreditar que uma grande massa da população aprendeu, sim, muita coisa mudou, mesmo que não encontremos as diferenças, mas existe algo diferente. É muito raro encontrar alguém sem máscara – estou falando da grande massa, mas claro que existe os resistentes, que não acreditam em nada. A higiene, que deveria ter sido uma premissa na vida de todos, agora acontece em todos os lugares. Nas lojas e shoppings não tem mais aglomeração, as pessoas aprenderam que muito do que se fazia não é prioridade. 

Por outro lado, vemos uma vida praticamente “normal” em alguns lugares, com bares lotados, festas, churrascos, praias lotadas, como se tudo já tivesse acabado. Mas não acabou, então por que isso acontece? Quando lidamos com o invisível sem restrição achamos que será impossível que ir à praia, justo um lugar aberto, de pura natureza, não haverá perigo algum. Acontece que temos contato com vários tipos de vírus ao longo da vida, que pegamos sabe Deus como. Não estamos protegidos em lugar nenhum, e agora vamos facilitar, depois de meses de reclusão? E os bares e outros lugares que estão aglomerando? Bom, aí é decisão de cada um. Se você é jovem e acha que nada acontece com você, pense pelo menos em quem você ama e pode adoecer, a não ser que a quarentena te fez pegar aversão de quem teve que conviver forçosamente. 

Minha reflexão serve para pensarmos no que tudo isso quis mostrar, mudanças necessárias que os humanos não enxergavam mais. Dar valor à vida, família, saúde, respeito, não gastar desnecessariamente, valorizar as pessoas e não as coisas, valorizar seu trabalho e, principalmente, respeitar o próximo. Ficar em casa com a família não foi um sacrifício, foi aprender a ter um olhar do que realmente vale a pena nessa vida, que são as pessoas que você precisa, que te amam. 

O medo não precisa fazer parte da vida, precisamos de consciência e amor daqui em diante para continuar nossa vida. Tem ainda quem não acordou, mas é tempo ainda de perceber que somos um todo, e se eu não cuidar dos outros ninguém vai cuidar de mim. Coloque o amor na sua vida, faça para as pessoas o que quer que façam por você. A troca de respeito só faz de você um ser que vale a pena. 

Mulher, não chegue no precipício da felicidade

Quando se fala em felicidade logo vem à cabeça o mais alto nível de vida, como, por exemplo, ter dinheiro, casa maravilhosa, carros luxuosos, ser linda, ter tudo o que almeja, ser rodeada e paparicada. Pronto, a felicidade completa. Será? Engana-se quem pensa assim, pois ser feliz não é ter bens materiais e muito menos ser a mulher perfeita, esses são estigmas que a sociedade atual impôs, fazendo com que nós, mulheres, saíssemos em busca da perfeição imaginária, da aparência de causar inveja, da vida de mentirinha, dos pertences suados para conquistar e montar o personagem do dia a dia. Mas quando chega em casa, sozinha, desfaz o personagem, olha-se no espelho e ali sim está a verdadeira mulher que você é, sem filtro. 
 

A perfeição por baixo da maquiagem vai embora, as roupas caras compradas a duras prestações ficam no cabide até a próxima saída, ou não, pois tem quem não repita roupa. A verdadeira face está ali, cara a cara com você mesma, com seus problemas, frustrações, tristezas e incertezas do amanhã. 

Mas quando cai na realidade e olha pra dentro de você, reconhece que a sua criança interior tem que ser curada, descobre o abismo que habita ali. Te fizeram achar que só seria feliz se não fosse você mesma, acreditou que a pessoa real jamais seria feliz. Era necessário que representasse um papel o qual te faria acreditar que aquela era você. 

Dispa esse personagem e encare a sua realidade, aceite sua vida, seja você mesma, tenha o corpo que te identifica como mulher, vista o que te faz bem; isso não significa que não tenha que ir em busca dos seus ideais, mas você não precisa se transformar no que as pessoas querem. 

 
O precipício é exatamente andar contra quem você é. Encontre-se de uma vez por todas, fracassar todo mundo fracassa, mas isso não significa que é incapaz, isso significa que é humana. Tente outra vez, tente diferente, tenha certeza que não vai precisar se vestir de novo daquilo que não é, a sua verdadeira essência está em você, não na sua aparência e no que impressiona, isso é prisão e traz a infelicidade. Seja mais autêntica, encare e vá, é assim que as melhores coisas acontecem 


 

Cada um é responsável por sua vida

Por mais que se tente ninguém muda ninguém, mas há quem seja influenciado por ideias externas. Quem não tem opinião procura no que a maioria fala, mas nem sempre a opinião do povo é a opinião de Deus! É muito comum ver grupos inteiros com a mesma visão de um assunto, um leva o outro apenas para se inserir aonde todo mundo vai. Será que realmente são adultos ou apenas cresceram e esqueceram o que queriam ser quando fossem gente grande? Mas gente grande não é só tamanho, é também amadurecer, estudar, compreender, tornar-se um adulto com cultura; que não significa banco escolar, mas tem a ver com vida, experiência, e um pouco ou muito de respeito e compreensão. Ninguém é obrigado a aceitar as divergências, mas é prudente respeitar. 

Não adianta reclamar, chorar e brigar depois de ter aceitado ser influenciado por terceiros, não adianta apontar culpados se a culpa é sua, não adianta se aliviar olhando para os lados e ver que outros também estão passando pelo mesmo. É difícil encarar a própria culpa, mas sempre que se toma uma atitude ela é tomada por você. Então entenda, cada um é responsável pela sua vida, se você ouviu opiniões alheias e fez o que a maioria fez, esse problema é seu, teve a oportunidade de refletir e tomar a sua decisão, essa responsabilidade é sua! 

Não grite aos quatro cantos sem saber se a verdade dos outros é mais verdadeira do que a sua, não defenda quem não conhece de fato, não respire o ar que não conhece, só tenha como verdade aquilo que se sabe comprovadamente, seja o que for. O bem ainda existe, pessoas boas também, mas o mundo está cheio de abutres queimando o cérebro de quem é fraco pra levar pela mão. Não deixe que comam você, ouça a sua intuição, o seu coração, acredite naquilo que fará bem à sua vida, quando perceber que aquilo que te fazem acreditar é para bem próprio e não para o seu vai deixar de ouvir aquilo que não te interessa, não te acrescenta e não muda em nada a tua vida, apenas acalenta o coração de tiranos que só querem afagar o próprio ego. Não sirva de rastejo, sirva em pé 

Saia da proscrastinação

Para que a vida flua, antes de mais nada é preciso vontade. Não adianta sonhar e não fazer nada, seu sonho não vai bater à porta como um milagre. Dê o primeiro passo, pois você é o único responsável pela sua vida, ou seja, não adianta jogar a culpa no vizinho, no cachorro ou no papa, as coisas não andam porque você não anda.

Aquela coisa que sabe que tem que fazer mas não faz, uma grande ideia que fica guardada com você, isso é procrastinação, não sair do lugar. A vida muda de fases constantemente, você também precisa mudar. Se andar a vida toda com o mesmo pensamento, tomando as mesmas atitudes, como quer mudanças? Daí você fala: sempre fiz assim, mas agora não dá mais para ser assim, ponto.

Não dá para acreditar em tudo o que sua mente cria, pois ela também mente. Quantos fantasmas criamos diante de situações que nem existem? Quantos medos nos paralisam porque não acreditarmos em nós mesmos? Tenha coragem e enfrente o desconhecido, lá provavelmente está a porta que tanto sonha em abrir. Na vida é preciso ousar, arriscar, tire as suas amarras, liberte-se. Só assim saberá a resposta, caso contrário passará a vida sonhando sem jamais realizar

Tenha atitude, a procrastinação não te leva a lugar nenhum.
Sair da zona de conforto, arriscar e acreditar em você é o primeiro passo para alcançar seu sonho

Decifra-me, mas não me conclua

Pode até dizer quem sou, mas o todo não saberás jamais. Esta frase indica que até podem saber muito sobre você, seu jeito, seu modo de agir e pensar, seus medos e até seus sonhos. Mas será que isso é o suficiente para ter certeza dos seus atos? Não, somos imprevisíveis, tudo depende da situação e do momento em que nossa vida está. 

Às vezes nos surpreendemos com as atitudes das pessoas, não achamos que poderiam reagir ou agir de tal forma diante de uma situação. Ora, se isso acontece é porque não conhecemos ninguém por completo, e podemos sempre nos surpreender. 

Quem já não se deparou com uma notícia que chocou? “Nossa! Como assim?” Parece que aquilo seria impossível de acontecer com aquela pessoa. Mas a verdade é que não sabemos nada. Talvez se tentar entender vai entrar num verdadeiro devaneio, passar a acreditar em coisas que nem existem. Talvez aquela reação tenha sido única, foi um momento e só. 

 
Temos sentimentos e pensamentos que são apenas nossos. Desejos e interpretações que não ousamos contar a ninguém, por isso parece sempre estranho quando acontece alguma coisa. Às vezes nem acreditamos. Fala-se das pessoas item por item como se conhecêssemos minuciosamente cada detalhe, mas não; concluir, jamais. Ou será que podemos colocar a mão no fogo por alguém. Será? 

quantas pessoas você é?

     Quantas pessoas você é? Pensando bem não somos a mesma pessoa em todas as situações, certo? Já ouviu alguém falando do seu filho, seu marido, esposa de uma forma que você desconhece? Principalmente quando dizem algo como “fulano (a) é um amor de pessoa, sempre muito atencioso (a)”. Daí já vem aquela lembrança de que não é assim nem de longe com você, e sabe por quê? Não agimos da mesma forma em lugar nenhum como somos em casa, nos sentimos mais à vontade no nosso meio familiar. Em hipótese alguma podemos ser os mesmos, na sociedade existem regras, a maneira como faria em casa não pode ser a mesma na rua. Por isso devemos ensinar às crianças as boas maneiras sempre, nem todo mundo tem a mesma noção disso, e saem por aí agindo de forma muito natural. E, na verdade, não é natural.  
 Nos vestimos durante todo tempo de várias pessoas, a mãe não é a mesma quando mulher, o pai também; o profissional, o convidado de uma festa, o estudante; ninguém é igual fora de casa. Então se é tão bom ser verdadeiramente quem se quer ser qual o motivo de tantas pessoas não gostarem da sua própria casa? Na verdade, o ser humano gosta de impressionar, se mostrar inteligente, forte, capaz, corajoso – um misto de virtudes que não quer dizer nada, afinal ninguém é tudo isso! Todos temos dramas, medos, frustrações, dúvidas. Tudo tão natural.  
 Por trás daquela pessoa que está tentando mostrar tudo isso tem um Eu pedindo socorro, querendo chamar atenção de alguém que não percebeu. Tem alguém querendo provar um lado que pede compreensão, carinho que não recebeu quando mais precisava.   
 Sejamos diferentes em algumas ocasiões para mantermos o respeito às regras, mas não usarmos armas psicológicas para impor ideias e ideologias, que não nos dão o direito de impedir a essência e o direito dos outros. Respeito e educação ainda são as melhores maneiras para se relacionar. A minha história não é a mesma que a sua,   
  

Infelizmente, a sociedade atual conta muito com esse tipo de personalidade, pessoas com capacidade de transgredir todas as regras em nome da razão, um tipo de comportamento perigoso e ameaçador. 

Eu vejo o futuro repetir o passado

Hoje parece que o passado está tão próximo, tão perto de ser revivido. Parece que andamos milhares de quilômetros, vivemos tanta novidade. Continuamos a caminhar, encontramos mais e mais situações antes nunca vividas, fomos capazes de mudar um formato de vida, que parecia tão impossível, mas mudamos. Encontramos caminhos, atalhos; e fomos em frente. 

Quando tudo parecia ser o ideal, a descoberta do novo, das conquistas, perdeu-se no caminho, nas mãos do sagaz, do poder que corrompe, da autoridade que mata, da arrogância que tudo pode, do status do ter, da audácia de desafiar a hierarquia, agredir, caluniar. 

De repente abriu-se uma cratera no meio do mapa, um país foi para fundo do poço, e nesse poço foi dividido entre o sim e o não. Alguns clamam pela liberdade, enquanto outros, clamam pela volta da repressão, do calar, da falta da liberdade, da expressão. 

Nunca o futuro se repetiu tanto um passado como agora, um passado que eu e mais alguns milhões de brasileiros não querem reviver, mas outros milhões querem. Acreditam que assim a moral e os bons costumes voltarão, a segurança será salva, e o povo se calará, terá que obedecer às ordens de um poder, que mesmo sendo autoritário esconderá os mesmos erros cometidos por outros poderosos. O quadro vai alterar a moldura, mas a tela pintada continuará com a ganância do poder, a diferença é que o povo não poderá fazer mais nada. Terá que se calar depois de ter aprendido a falar. A repressão está voltando, dias piores virão. 

Palavras

Nem sempre somos compreendidos, nem sempre usamos palavras adequadas para explicar algo que esteja acontecendo. Os momentos são instantes, não tem volta. Magoamos pessoas que amamos por uma palavra que não encaixou naquele contexto, deu outro sentido, não explicou nada!  

Distorções acontecem a todo momento, seja na escrita ou na fala, principalmente quando não estamos no nosso estado mental normal, quando estamos alterados, quantas palavras erradas. Um segundo de pensamento faz toda diferença. Relaxa, respira, pensa e não fala, é melhor errar por dúvida do que errar por excesso.  

Talvez aquele erro tenha acontecido porque na verdade o que se queria era apenas dizer SOCORRO! Mas não falou a palavra certa, e o entendido foi arrogante, insensível, sem sentimento, diferença; mas não era. 

E depois de tudo, só nos resta carregar o mal-entendido que não será entendido nunca mais. O mal que carregará e ouvirá o eco eternamente, ressoando na sua mente, mesmo que nunca mais diga a palavra maldita.  

Impressionar é impressionante

É estranho, particular, único a forma como se faz impressionar. Para alguns é despir-se de palavras sem censura, para outros se despir de corpo e alma, e para tantos outros é simplesmente chegar; sem despir-se de nada. 

Tem quem faça de tudo e não impressiona em nada, apenas aparece e sai de cena. Impressionar é fazer algo que agrade, que interesse, que seja útil; impressionar não é aparecer pra virar assunto.  

É impressionante o que se faz para impressionar, vale tudo no mundo da internet, gravar um vídeo dando risada, falando besteira, inventando situações, aparecer pintado, fazendo careta; quanto mico pra pouca importância, quanta exposição pra ter seguidores. Agora eu pergunto, seguidor do quê?  

É, impressionar não é fazer besteira não, é ter identidade, ter originalidade, saber fazer algo que seja útil, que vale a pena, que ensine e acrescente no seu livro da vida. Impressionar tem que ser impressionante para que a impressão seja de aplausos não de “o que é isso?” 

preconceito

Preconceito significa pré-conceito, quando se pressupõe alguma coisa sem conhecimento, sem fundamento, repúdio, aversão a algo ou alguém. São inúmeros os motivos descabidos para esse tipo de comportamento, colocando pessoas em situação de completo desprezo, por uma condição a qual consideram inferior, desprezível. Mas quem é superior a quem? Existe mesmo uns melhores que outros ou piores? O que pode colocar um simples mortal no pedestal e outro no chão? Classe social, cor, opção sexual, ou quantas outras características inventadas para o ego? 

Em qual momento o mundo ruiu dessa forma? Quantos valores avessos, quanta desordem, maldade, em nome de uma vida falsa, vazia, sem amor, sem significado real. A busca tornou-se o nada, o amor ficou em segundo plano, a bondade perdeu lugar nesse mundo de faz de conta. Eu sou, Eu posso, Eu tenho deu lugar ao psicótico. Anda junto a arrogância, a intolerância; não quero, não aceito, não concordo. 

É, a vida virou um jogo de interesses, quem pode mais; na verdade, ninguém. Estamos em guerra uns com os outros, não se aceita mais opinião, a ascensão, o diferente. O egocêntrico tem destaque; a maldade, o errado, isso todos querem ver, é notícia, é assunto. Ser diferente é estar fora da atualidade, o melhor é ser igual. “Alice no país das maravilhas” é pra lá que eu vou.