Procedimentos estéticos vão além da aparência

Procedimentos estéticos vão além da aparência. Entrevistei a Dra. Mayara Rozas, dermatologista de São Paulo, ela contou que, após anos de atendimento, percebeu que muitas mulheres chegavam ao consultório buscando mudanças no rosto motivadas por questões emocionais.

Com isso, passou a investigar melhor a intenção por trás de cada procedimento. Nem sempre a mudança era necessária; muitas vezes, o desejo vinha de perdas, separações, luto ou da pressão para se encaixar em padrões de beleza.

Quando a origem do incômodo está em ansiedade, tristeza ou depressão, mudar a aparência não resolve a dor. Primeiro é preciso cuidar de dentro; depois, se fizer sentido, cuidar de fora.

De que adianta buscar uma aparência deslumbrante se a saúde física e mental está em desequilíbrio? O corpo também expressa emoções, e ignorar esses sinais pode mascarar problemas mais profundos.

Antes de qualquer procedimento, vale perguntar: eu realmente preciso disso? Qual é o motivo dessa vontade? A decisão vem de mim ou de uma dor que ainda não foi cuidada? Sem essa reflexão, o risco é entregar o próprio rosto — e a própria saúde — a profissionais que enxergam apenas uma fonte de renda.

Precisamos de mais profissionais como a Dra. Mayara Rozas, que olham para além da estética e percebem o que está gritando por mudança dentro de cada paciente. Procedimentos não são ruins; o perigo está em fazê-los sem equilíbrio emocional, sem necessidade real ou sem cuidado profissional. Antes de mudar a aparência, é preciso curar o que está ferido por dentro.