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Como está seu humor nesta quarentena?

Tem quem esteja a ponto de se jogar da janela, outros já se jogaram, e outros ainda estão pensando. Por que isso acontece? Os motivos são muitos, não suporta ficar em casa, não aguenta o marido ou a mulher o tempo todo, os filhos dão muito trabalho, trabalhar em casa não dá, o dinheiro está acabando ou ainda foi mandado embora. Ufa, quanta coisa, mas será que tudo não tem solução?

Primeiro. Relacionamentos sempre são um desafio mesmo, não sei como casamento dá certo, são tantos os defeitos que um encontra no outro que as qualidades dos tempos de namoro simplesmente desaparecem. Imagina conviver todos os dias, vinte e quatro horas por dia! Que tal se reaproximar um pouco mais, conversar; coisa que não fazem, namorar! Há quanto tempo não fazem isso? Desse jeito os dias ficam intermináveis e ruins, é preciso aprender a mudar, até mesmo consertar o que ficou quebrado.

Com os filhos é a mesma coisa. Falta paciência e perdeu-se o costume de convívio com os próprios filhos, o que hoje é um grande problema. Muitas famílias chegam a passar o dia todo longe dos filhos, fim de semana é fora de casa, e como fica agora? Brinca com seus filhos, canta, dança, lê um livro, assiste TV, não jogue eles na frente do vídeogame pra ficarem quietos, assim a distância continua a mesma, e um dia, sinto em dizer, vai sentir saudades e se arrepender em não ter vivido mais de perto. Aproveite agora e se aproxime, deixe boas lembranças, objetos passam, são esquecidos, sentimentos de amor, não. Estes ficam para sempre.

Agora, se você perdeu seu trabalho tente fazer alguma coisa que goste, algo que deixou para trás, pode ser um talento que nem sabia que tinha. Aproveite estes dias, não gaste sua energia com reclamação, com negatividades, brigas, nada disso precisa agora. Pratique a felicidade, a paz. Tudo passa, e isso também passará, se todos colaborarem e entenderem que é para o bem de todos tudo ficará mais fácil. Os maus sentimentos só atrapalham, por isso ocorrem brigas, aparece o tédio, tudo o que não precisa existir numa família. Cuide da sua.

Você é responsável ou culpado?

Existe uma grande diferença entre essas duas situações, pois culpado é palavra que carrega um peso grande, sentimos mal-estar, uma espécie de impotência de ter causado aquela situação. Já a responsabilidade parece ser mais fácil aceitar; quando se diz ‘fui responsável por isso’ dá a falsa impressão de que não se carregava um peso, mas uma ação infeliz na qual facilmente se coloca no lugar do outro e diz, ‘sinto muito’, mas sem sentir um mal-estar. Já pedir desculpa é pedir para tirar a sua culpa, e isso é pesado.

Quantas são as situações que acabam mal por uma atitude impensada? Nem sempre as coisas acontecem porque foi planejado, existe, mas não é regra. Às vezes uma teimosia, um conselho ou uma visão distorcida pode levar ao abismo da culpa.

Por exemplo: é comum ver alguém dizer ‘não me sinto responsável por isso’ sem nenhum peso, mas ao dizer ‘não me sinto culpado’ até mesmo a expressão da pessoa muda completamente. Há muita diferença na palavra e na sensação que a palavra causa. Assim como as palavras têm força quando se diz algo não muito bacana, como ‘não consigo isso’, está afirmando que não consegue mesmo. Isso serve para qualquer outra palavra, como culpa e responsabilidade.

Da próxima vez que se sentir culpado avalie se realmente teve culpa ou foi responsável por aquilo. Não carregue com você o peso de uma palavra, aprenda a diferenciar e entender o real sentido daquilo que se fala ou do que se faz. Há diferenças que podem aliviar e outras que também podem te colocar no juízo dos seus atos. Por isso pense, tudo começa no pensamento.

Conversa de louco

Tem dias que passam coisas estranhas pelo pensamento, um pouco de filosofia junto com loucura. Mas filosofia é coisa de louco. Não, não é coisa de louco, louco é quem não pensa e vai na onda de loucos que nada sabem. Você já pensou hoje? Não falo em pensamentos normais, mas em pensamentos que fazem a cabeça pirar de tanto pensar.

Se um dia soubermos o quanto nossos pensamentos nos atormentam e quanto nos influenciam em atitudes erradas, deixaríamos de pensar um pouco e usaríamos mais a calma, a serenidade e o óbvio, que chegaríamos sem dúvida alguma na razão.

Que razão? A verdade, o certo, o melhor a fazer; enfim, tudo o que não se faz quando se deixa ser conduzido pelos pensamentos confusos, raivosos e insensatos, que levam ao abismo. Se antes de responder rispidamente a uma pessoa se acalmar e pensar na consequência que aquilo pode levar, certamente haveria muito menos discussões e até brigas do que existe normalmente.

Quando eu me conhecer, me reconhecer (re-trazer a mente de novo), ou seja, voltar a se conhecer, traz de volta o EU perdido no tempo, aquele que você permitiu que corrompesse a sua vida. Então não devo mais pensar? Como assim? Deve sim, mas com sabedoria, sem deixar que a vida contamine quem você é de verdade, sem permitir jogar com as pessoas, sem permitir a competição “Quem é melhor, quem ganha”. Ninguém ganha nada, só perde nesse abate de poder e conquistas.

Vamos nos permitir ser um pouco loucos, mas uma loucura saudável pra mim e pra você, uma loucura que não prejudique o outro, uma loucura que me faça descobrir que eu sou eu e você é você, simples assim. Uma loucura, que estou pensando loucuras para o meu bem-estar, para mim.

“Penso, logo sei”. Não, não sabe, só pensar não te faz o rei da sabedoria, mesmo porque sabedoria se adquire experenciando e não pensando, mas vivendo, aprendendo, dia após dia, caindo e levantando ( tem que cair, mas ao levantar tem que aprender, senão será um cai e levanta e não aprende nada).

Sejamos lúcidos, mas sábios. Sejamos loucos, mas com sabedoria. Não subestime as pessoas, pode até parecer louco, mas pode ser um louco que pensa com sabedoria, enquanto você é um louco que pensa como louco e pode morrer louco.

Real e desconhecido

Não é incomum cair na imaginação e acreditar na sua própria criação, como no clássico livro infantil “Alice no País das Maravilhas”, que conta a história de uma menina que entra na toca de um coelho com colete e cai num mundo imaginário de situações absurdas e impossíveis, mas que a fez refletir tudo o que viveu ali.

Como num livro, também somos capazes de criar realidades que existem apenas na nossa mente, e que nos fazem acreditar como se fossem reais (o real e o desconhecido dentro de um mesmo lugar, o mesmo lugar que já falei em outro texto, a poderosa mente – que mente).

Facilmente nos entregamos nesse contexto do imaginário para minimizar ou fazer crescer um desejo; é difícil encarar a realidade, às vezes é melhor o desconhecido, que por vezes nos coloca de frente com aquilo que gostaríamos que fosse, ou ainda que desejamos acreditar.

Mas quem disse que o desconhecido também não pode ser cruel? Não são raras as vezes que seja a única maneira de encarar os seus monstros interiores; todos nós temos. É aí que somos forçados a nos despir de nós mesmos e ter coragem de enxergar e mudar o que incomoda, o que atrapalha, o que você menos gosta em você mesmo.

É difícil no primeiro momento, mas depois vem à sua frente tudo o que você é capaz de fazer, todos aqueles medos e inseguranças trazem o quão frágil somos, mas também o quão fortes somos para mudar tudo, é só querer e acreditar.

Alice caiu num buraco e aprendeu tudo aquilo que não entendia, mas esse buraco não foi o fim, foi a mudança que ela precisava para decidir entre o real e o desconhecido. Ela acordou desse sonho mais forte, você também é capaz de acordar do seu sonho e transformar sua vida.

Uma ocasião especial

Por que damos tanto valor às coisas, se o que tem valor mesmo somos nós? Uma roupa bonita, um jogo de pratos de porcelana, taças de cristal; quantas coisas deixamos de usar para nós apenas para esperar uma ocasião especial. Mas a sua vida não é especial? Mais do que tudo, mas aprendemos com nossas crenças que algumas coisas com valor financeiro temos que guardar para um dia especial. Mas e se esse dia nunca chegar? Quantas coisas guardadas estragaram, porque ficaram esquecidas à espera desse dia?

O tempo passa num piscar de olhos e muita coisa fica para trás. Vamos celebrar a vida com mais amor a nós mesmos, com mais tempo, pois no final de tudo o que mais importa é o que somos e o que podemos fazer de melhor. Não importa o que temos ou quanto temos, isso não quer dizer nada perto do que significa viver.

Se um dia você ficar doente ou perder sua mobilidade ou algum sentido vai ver que tudo aquilo de valor que dava às coisas não tem valor nenhum. É uma pena que isso só seja compreendido numa situação de dor, sendo que temos uma vida inteira para entender que nada é mais importante do que nós, nada supera o coração batendo. Estar vivo é o evento mais especial de todos os dias.

Aproveite para usar aquela roupa linda que está guardando para uma ocasião, arrume a sua mesa de refeição com os melhores pratos, copos e afins todos os dias; não tenha preguiça de “sujar” travessas, tenha prazer em fazer seus dias especiais. Use aquele perfume caro que comprou quando quiser, sinta-se bem, sinta o prazer de viver, senão aquela roupa linda vai servir para ser sua última vestimenta, e nem é você quem vai escolher.

Cacos da vida

Quantos cacos juntamos ao longo da vida, quantas coisas que se quebram e depois precisam ser encaixadas novamente. A vida é cheia de remendos, alguns se tornam bonitos, outros nem tanto, são os altos e baixos que passamos, porque não é mesmo tudo do jeito que a gente quer, tudo como esperamos que fosse.

O que devemos fazer com os caquinhos que juntamos? Agradecer a cada um pela importância que nos trouxe como aprendizado. Todos foram experiências dignas de nos transformar em uma pessoa melhor, não importa se foram boas ou não, todas as experiências são válidas. Pense, se aos seus olhos não foi bom, um dia vai ver que foi o melhor que podia ser.

Se prestar atenção, depois de uma tempestade a sua vida muda sempre para melhor, aproveite esse tempo, aproveite a vida intensamente, temos todas as chaves na mão para prosseguir, só resta prestar atenção e entender o que a vida está esperando de você.

Isso tudo serve pra você aprender a ter paciência, saber esperar o tempo certo, se amar. É certo que terão alguns cacos bem quebradinhos, não é bom nem lembrar, mas fazem parte da sua vida, te fizeram crescer e chegar em quem você é hoje, podendo continuar sua jornada tendo em mente que fez tudo o que podia, e mesmo com falhas, conquistou o seu caminho. Olhe para seus cacos como um mosaico, que de caco em caco transforma um lugar em uma linda obra de arte. No caso, essa obra de arte é você, a sua vida.

Gratidão

Falta de argumentos gera agressão

Sabe aquela pessoa que quando não concorda com você te humilha, coloca o seu ponto fraco em destaque? Essa pessoa não tem argumentos para defender sua opinião, não tem conhecimento do assunto, ou ainda é um papagaio virtual; conclusão: Agride por não saber o que falar.

Está em alta este tipo de comportamento, que não escolhe cor, sexo, patamar social nem bens materiais. Não precisa de nenhuma das alternativas acima, basta não ter conhecimento e respeito pela opinião alheia.

Por que é tão difícil o respeito? É claro que ninguém precisa concordar com a opinião do outro, mas faz parte da educação se calar ou não rebater. Não gostou? Passa batido, guarde pra você, o mundo não gira em torno do seu umbigo, ninguém é mais importante, mesmo porque a importância não vem do que se conquista, isso é problema seu, cada um tem a sua missão e até que provem o contrário, ninguém veio pra essa vida com a missão de ser melhor do que ninguém.

Se fôssemos superiores certamente não estaríamos aqui para aprender, seríamos seres evoluídos para ensinar, mas não somos. Precisamos uns dos outros, precisamos aprender todos os dias, esta escola Terra não tem fim, somos aprendizes da vida.

Portanto, lembre-se: Quando vir alguma coisa que não combina com o seu ponto de vista e isso te causar raiva, vire a página, é muito melhor uma consciência e um coração em paz do que uma mente atormentada e dominada pelo mal que só afeta a você mesmo.

Escolhas

Para tudo na vida existe uma escolha, ninguém anda por dois ou mais caminhos ao mesmo tempo; ou é um, ou é outro. Quando tem a escolha tem a abdicação, não se leva tudo, não se tem tudo, não se pode tudo, a condição de todos é uma só, a escolha.

No emprego, no parceiro, no caminho. Andamos sempre sem ter a certeza de que aquela tenha sido a melhor decisão, nada é certo a não ser o que te move com vontade, com garra – o sonho tem que ser batalhado, trabalhado e, principalmente, acreditar que vai dar certo. A batalha é dura, os caminhos são difíceis, tem muros pra quebrar, pedras pra tirar, mas o momento certo tá ali te esperando chegar, depois de ter aprendido a duras lições que não seria fácil, mas com sua perseverança e confiança chegou pronto para o maior desafio da sua vida.

Pode parecer que nunca vai chegar, no meio do caminho você até vai pensar em desistir, achar que não vai conseguir, mas é aí que a vida te mostra que só vence quem quer realmente, quem está disposto a passar por tudo, que não serão desafios ou portas fechadas que te enfraquecerão. Mostre pra vida que você é capaz, sim, que lá atrás abdicou de outras coisas pra ser feliz naquilo que o seu sonho te levou.

Sempre haverá quem vai te desiludir, falar que não vai dar certo, ou pra você desistir, mas o sonho é seu e quem tem que ser feliz é você. Uma coisa é certa, a sua felicidade é hoje, é agora, não daqui a alguns anos. A felicidade está no presente e, se não estiver feliz agora, não será nunca.

Aprenda que tudo o que tem nas mãos é para sua felicidade, se souber agradecer por tudo o que chega, vai compreender que é ferramenta para escrever a sua história, não haverá um único dia que não se sentirá feliz. Todos temos os meios para viver e realizar nossos sonhos, só falta entender que tudo depende de nós, e que é preciso focar em você, acreditar que você pode, dar mais atenção a si e seguir o seu caminho sem olhar para os lados.

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos, no meio temos pessoas que nos agregam e outras que só passam para deixar um recado, mas o caminho todo é você com você mesmo. Então siga focado em você, aprenda a agradecer mais a tudo, e pare de reclamar. Não se esqueça, o caminho é seu e só você poderá mudar, mas para isso escolha; reclamar ou agradecer, desistir ou continuar, ser feliz hoje ou esperar o que o futuro te entregará

EU explico

Eu explico: Meus direitos estão acima dos meus deveres. Não posso trabalhar hoje porque estou com dor de cabeça, diarreia, cansado, preguiça mesmo. Mas eu explico: Como vou conseguir fazer meus deveres se estou mal? Não vou desempenhar bem meu papel, logo preciso me afastar. Mas claro, se a noite tiver um compromisso já estarei melhor; só não sei se amanhã estarei para trabalhar.

Os deveres estão pra lá de segundo plano, não é necessariamente só no trabalho, nas ruas, nas redes sociais é muito normal, está inundado de direitos, mas os deveres…. Ser educado, respeitar, ser gentil, ser ouvinte sem revidar, pensar antes de falar, está tão escasso que parece que isso sumiu das regras de etiqueta de convivência. Eu, está cada vez mais explicável, mas inexplicável nas atitudes. Na fala até que é bonitinho, mas nas atitudes só egocentrismo, uma repetição sem fim.

Está cansando ouvir sempre as frases prontas repetidas pelos mesmos grupos de pensamento igual, como se tudo fosse assim, grupo 1 e grupo 2. Se somos todos diferentes, se não existe ninguém igual a você, por que precisamos seguir a ideologia dos outros? Cada um tem sua vida, seguindo caminhos diferentes, então podemos ter opinião própria, direito e deveres também.

O egocentrismo tomou a mente, arrancou o coração, a amizade verdadeira, as conversas de verdade, a união e a compreensão, tudo foi para para o ralo. Cada um pensa em si, no bem-estar, no que lhe convém. A luta travada é tão cruel que se espalhou de uma forma que temos que separar as pessoas por ideologia política, religião e time de futebol. Não esperava chegar no século XXI com tanto retrocesso. Acho que realmente o mundo vai voltar à era do homo sapiens para começar tudo de novo.

Aonde vai chegar?

Uma história de vida tem princípio, meio e fim. Nesse contexto muito tem a se contar, coisas boas e outras não tão boas assim, mas a certeza que temos é que todas as vidas têm que haver respeito, principalmente no fim. Sabemos que todos nós temos prazo para permanecer aqui, mas não precisamos ser um a menos no número da população, ou um número a mais de mortos, podemos ser respeitados; quem decide quando e como morreremos não somos nós nem ninguém, não somos descartáveis, somos humanos.

Estamos vivendo tempos tenebrosos, conturbados, de medo e incertezas. Muitas opiniões, pouca contribuição. Muita informação desencontrada; uns falam A, outros Z, e assim não há uma definição real de nada. Vivemos com medo da estatística sem saber se seremos a próxima vítima. Todos os dias somos bombardeados por números, mas sem solução.

Queremos boas notícias, mas a qualquer momento nos deparamos com mais e mais números, medidas tomadas e desfeitas, uma verdadeira confusão se formou. Cada um está levando da maneira que pode, que dá. Um momento de extrema tensão, ou você decide como vai fazer ou não haverá mais solução.

É triste saber que nosso país se tornou o segundo pior na estatística dessa pandemia, sem controle e sem seriedade. Enquanto o resto do mundo vai voltando ao normal, estamos voltando no meio do maior descontrole já visto, graças a tanta desinformação e opiniões de tantos entendidos de nada. Seremos a piada do futuro. Ou melhor, já somo no presente.