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A autora Maristela Prado, formada em Letras, revisora de textos, biógrafa, crítica literária, casada, dois filhos adultos. Meu sonho era ser jornalista mas o destino mudou meus planos e, para não ficar longe da escrita, fui cursar a Faculdade de Letras. Mas a vida me trouxe um marido jornalista e hoje também uma filha jornalista. Para mim a escrita sempre foi a maneira mais marcante da comunicação, é através dela que conseguimos transmitir mensagens capazes de eternizar um fato ou sentimento. As letras me fascinam.

Para tudo – Não dá mais

Aonde perdi o tempo? Estávamos na pandemia, todos abalados por um vírus misterioso que parou o mundo. Portas trancadas, ruas vazias, angústia e um só sentimento: “Isso vai passar”. Não passou, pelo menos aqui ele continua mais do que nunca, não para, está incessante e muito forte. Continua a enfraquecer a saúde de muitos, ou será que a vibração é que está baixa, dando espaço para ele (o vírus) continuar a se espalhar? É, tem quem não acredite nessas coisas, acha que é coisa de louco. Mas eu digo que louco é quem não acredita, quem vive como se fosse imutável, imune, invencível; mas é infeliz. Os ‘is’ aqui representam a negação, mas a negação não é coisa dos fracos? Então pergunto: cadê os fortes depois da queda? Cadê os invencíveis depois da perda? Cadê os donos do mundo depois da ação que mobiliza o mundo?

Pois é, enquanto estávamos envolvidos com o vírus e entendendo o que vinha acontecendo, vieram os ‘is’ e começaram a viver como se fossem únicos, invisíveis. Mas temos uma razão muito maior hoje – ninguém aguenta mais –, esse mundo de ódio, violência, insensatez, do poder, da soberba. Chega! O mundo não foi criado para isso, o Ser humano não era pra ser isso. Estamos à deriva no oceano, sem leme, sem rumo; largados.

Se essa for a vida que estamos deixando para nossos filhos e netos, quanto tempo ainda terão? No século XXI esperávamos um mundo mais civilizado, com pessoas mais inteligentes e humanas de verdade. Mas o que temos são abutres, que matam sem motivo – talvez pela cor da pele. Que atraso! Ou ainda humilham, debocham, ridicularizam pessoas seja lá pelo o que for, como se houvesse algum soberano entre nós.

Quem é você? Quem sou eu para julgar uma vida pelas escolhas, natureza ou simplesmente por opção de vida? Por que ignorar uma recomendação mundial por um achismo soberbo? Por que empinar o nariz por um posto passageiro? Quando que disseram que existiam pessoas melhores do que você? Por que são melhores se no fim não existe privilégios para ninguém?

Chega de maldade, chega de prepotência, chega de discriminação, chega de racismo, chega de lado, chega de lixo! Somos todos iguais. Significamos tanto nesse mundo que na morte um pode ser enterrado com caixão de ouro e outro de lata, mas, na mesma circunstância, os corpos apodrecem. Nem a lata nem o ouro estragam. É a natureza nos mostrando quem vale mais. Chega!

Os dois lados da vida

Não tem jeito, para tudo é necessário conhecer os dois lados, na vida também é assim. Para se conhecer o bem, antes tem que conhecer o mal, para a felicidade, a tristeza, para o amor, o ódio, para o sucesso, a derrota, para a glória, a dificuldade; e assim sucessivamente. Por quê? 

Não temos parâmetro só para ser feliz ou só derrotado, vivemos com os dois lados juntos, ora estamos de um lado ora de outro. De repente estamos naquele momento de felicidade plena, tudo dando certo, não queremos outra vida, mas tudo muda muito fácil, acontece alguma coisa que te desestabiliza, tira aquela alegria suprema e a realidade volta a fazer parte da vida. São os altos e baixos que todos sabem muito bem o que significa. 

Nada passa despercebido, tudo tem uma razão, uma lição, precisamos aprender a entender, e como se diz, tudo passa, tanto a felicidade quanto a tristeza. Se não fosse assim não suportaríamos viver nem um dia. Temos tantas coisas permanentes que nos fazem felizes, a vida, a saúde, a família, filhos. Então, por quê reclamar? Nisso ninguém pensa, ninguém coloca na lista de felicidade permanente. Somos capazes de reclamar todo dia, mas não de agradecer, quando deveria ser totalmente o contrário. 

Ter gratidão te abre muito mais para a vida do que reclamar, olhar ao redor e conseguir enxergar o quão boa é sua vida, o que te falta é nada perto do que tem. Em contrapartida vemos pessoas que dormem nas ruas e estão sorrindo. Será que essas pessoas não são aquelas que já se desprenderam do material, já viram que nada disso faz diferença? Já vi muitos formados que tinham família e foram para as ruas, seja por um malfeito ou até por decepção, mas não perderam o sorriso, a vontade, a lucidez. Enquanto muitos andam pelas ruas olhando para o próprio umbigo sem enxergar os lados. 

Quem somos nessa imensidão de mundo que a qualquer momento nos leva, e deixaremos de fazer falta, deixaremos o bem ou mal que fizemos, só. Sejamos melhores, lúcidos e capazes de agradecer e reconhecer o que somos verdadeiramente. Até que ponto vale a pena brigar para ganhar? Querer tudo para si sem pensar que o mundo é de todos, encher o peito pelo o que não te pertence, não olhar para os lados sem derramar uma lágrima, sem sentir compaixão por aquele que sorri e não tem nada. 

Todos passamos os mesmos sentimentos, nunca ninguém será totalmente um dos extremos, nunca poderá afirmar que não conhece o oposto, na vida ninguém tem o botão parar ou continuar, se desenvolve de acordo com seu momento, com sua vibração, com seu sentimento, e desse momento não escapa, porque somos o que pensamos, o que sentimos e o que fazemos. Esse controle remoto não existe, se tiver que parar vai parar, se tiver que continuar, vai, se não tiver que ser, não vai, e se tiver que ser, seu será! 

70% do meu corpo é água, 30% é música

Friedrich Nietzsche disse: “Sem a música, a vida seria um erro.” A música embala momentos românticos, tristes, alegres, de intensidade e loucura, todos os sentimentos juntos. Todos temos uma música para cada lembrança, a música te desliga dos problemas, pois enquanto ouvimos e cantamos não percebemos o tempo passar, não sentimos o peso daquilo que estamos fazendo, torna-se leve, porque nos envolvemos mais com o sentimento do que com o que se está fazendo. O compositor tem uma importância enorme para que aquilo escrito torne-se música; imagina uma poesia? O cantor, por sua vez, faz com sua voz dar brilho, vida e sentimento. Por fim, o arranjador que define com muita sensibilidade a melodia que dará vida a tudo isso.

Quando a música toca de verdade no coração não tem pra ninguém, é como se estivesse sentindo exatamente aquilo, exatamente os dizeres a que nos entregamos de corpo e alma. Minha vida se resume em corpo, poesia e música, quer coisa melhor do que isso? Passo meus dias escrevendo, lendo, ouvindo música e me entregando nesse mundo de sentimentos diversos, aprendendo a cada dia o sentido da vida. Tenho uma raiz musical e filosófica que me inspira a cada dia, a cada acontecimento, a cada passo.

Acredito que tudo na vida tem um propósito, não passamos por nada que não deveria, pode não ter acontecido porque não era pra acontecer, pode ter acontecido para aprender, pode ter demorado porque o momento era agora, assim como estou aqui agora para falar exatamente isso, porque o momento é agora.

A energia da mãe natureza

O contato com a natureza nos traz o equilíbrio do emocional e espiritual, alinha os meridianos da alma sem nenhum contato físico, apenas energia. 

Quando se diz que água com sal é que acalma não tenho dúvidas, limpa a alma como se fosse uma faxina interna, traz de volta a calma e encontro natural de você com você mesmo, em outras palavras, o Eu superior. 

Se não tiver como ter esse contato, vá a um parque, fique descalço, abrace uma árvore, tome sol, sinta o aroma do mato e das flores. Contemple a lua, o sol; medite nem que seja por cinco minutos, esse tempo com certeza você tem, e não fará diferença no que está fazendo. Apenas pare e deixe esses cinco minutos para você. Ninguém te dará esse tempo, só mesmo você é quem pode dar. 

A partir de hoje olhe mais por você e sinta o quanto é importante. Tem alguém que precisa de você, te ama e quer seu bem. Nem tudo está perdido, aliás, tudo pode ser reconstruído, até mesmo a sua história. Basta seguir o seu propósito de vida, que nada mais é do que sua própria vida. Tudo flui fácil e fica leve quando se olha mais para dentro do que para fora. 

O que mudou?

Entramos na reta final de 2020, um ano carregado de acontecimentos pesados, começando por um vírus que ninguém imaginava que no prazo de poucos dias após ser anunciado levaria milhares de humanos da face da Terra. Que ficaríamos trancados em casa, teríamos que trabalhar de forma remota, não haveria lojas, shoppings, restaurantes, bares, baladas, praia. De repente tudo parou. 

O mundo estava diferente e triste, mas naqueles dias pararam as guerras, caíram os assaltos, o trânsito caótico das grandes cidades deixou de ser caótico. A natureza começou a brilhar como nunca, tudo começou a fazer sentido. As famílias tiveram que se unir. Querendo ou não, cada um teve que se encontrar, parar para pensar; muito se falava em mudanças, em olhar para o seu Eu interior, e de fato isso aconteceu, mas algo saiu do controle. 

Passados seis meses, será que o mundo esqueceu de tudo o que aconteceu e ainda acontece? Ou será que o humano, mais uma vez, não aprendeu nada? Eu prefiro acreditar que uma grande massa da população aprendeu, sim, muita coisa mudou, mesmo que não encontremos as diferenças, mas existe algo diferente. É muito raro encontrar alguém sem máscara – estou falando da grande massa, mas claro que existe os resistentes, que não acreditam em nada. A higiene, que deveria ter sido uma premissa na vida de todos, agora acontece em todos os lugares. Nas lojas e shoppings não tem mais aglomeração, as pessoas aprenderam que muito do que se fazia não é prioridade. 

Por outro lado, vemos uma vida praticamente “normal” em alguns lugares, com bares lotados, festas, churrascos, praias lotadas, como se tudo já tivesse acabado. Mas não acabou, então por que isso acontece? Quando lidamos com o invisível sem restrição achamos que será impossível que ir à praia, justo um lugar aberto, de pura natureza, não haverá perigo algum. Acontece que temos contato com vários tipos de vírus ao longo da vida, que pegamos sabe Deus como. Não estamos protegidos em lugar nenhum, e agora vamos facilitar, depois de meses de reclusão? E os bares e outros lugares que estão aglomerando? Bom, aí é decisão de cada um. Se você é jovem e acha que nada acontece com você, pense pelo menos em quem você ama e pode adoecer, a não ser que a quarentena te fez pegar aversão de quem teve que conviver forçosamente. 

Minha reflexão serve para pensarmos no que tudo isso quis mostrar, mudanças necessárias que os humanos não enxergavam mais. Dar valor à vida, família, saúde, respeito, não gastar desnecessariamente, valorizar as pessoas e não as coisas, valorizar seu trabalho e, principalmente, respeitar o próximo. Ficar em casa com a família não foi um sacrifício, foi aprender a ter um olhar do que realmente vale a pena nessa vida, que são as pessoas que você precisa, que te amam. 

O medo não precisa fazer parte da vida, precisamos de consciência e amor daqui em diante para continuar nossa vida. Tem ainda quem não acordou, mas é tempo ainda de perceber que somos um todo, e se eu não cuidar dos outros ninguém vai cuidar de mim. Coloque o amor na sua vida, faça para as pessoas o que quer que façam por você. A troca de respeito só faz de você um ser que vale a pena. 

Mulher, não chegue no precipício da felicidade

Quando se fala em felicidade logo vem à cabeça o mais alto nível de vida, como, por exemplo, ter dinheiro, casa maravilhosa, carros luxuosos, ser linda, ter tudo o que almeja, ser rodeada e paparicada. Pronto, a felicidade completa. Será? Engana-se quem pensa assim, pois ser feliz não é ter bens materiais e muito menos ser a mulher perfeita, esses são estigmas que a sociedade atual impôs, fazendo com que nós, mulheres, saíssemos em busca da perfeição imaginária, da aparência de causar inveja, da vida de mentirinha, dos pertences suados para conquistar e montar o personagem do dia a dia. Mas quando chega em casa, sozinha, desfaz o personagem, olha-se no espelho e ali sim está a verdadeira mulher que você é, sem filtro. 
 

A perfeição por baixo da maquiagem vai embora, as roupas caras compradas a duras prestações ficam no cabide até a próxima saída, ou não, pois tem quem não repita roupa. A verdadeira face está ali, cara a cara com você mesma, com seus problemas, frustrações, tristezas e incertezas do amanhã. 

Mas quando cai na realidade e olha pra dentro de você, reconhece que a sua criança interior tem que ser curada, descobre o abismo que habita ali. Te fizeram achar que só seria feliz se não fosse você mesma, acreditou que a pessoa real jamais seria feliz. Era necessário que representasse um papel o qual te faria acreditar que aquela era você. 

Dispa esse personagem e encare a sua realidade, aceite sua vida, seja você mesma, tenha o corpo que te identifica como mulher, vista o que te faz bem; isso não significa que não tenha que ir em busca dos seus ideais, mas você não precisa se transformar no que as pessoas querem. 

 
O precipício é exatamente andar contra quem você é. Encontre-se de uma vez por todas, fracassar todo mundo fracassa, mas isso não significa que é incapaz, isso significa que é humana. Tente outra vez, tente diferente, tenha certeza que não vai precisar se vestir de novo daquilo que não é, a sua verdadeira essência está em você, não na sua aparência e no que impressiona, isso é prisão e traz a infelicidade. Seja mais autêntica, encare e vá, é assim que as melhores coisas acontecem 


 

Cada um é responsável por sua vida

Por mais que se tente ninguém muda ninguém, mas há quem seja influenciado por ideias externas. Quem não tem opinião procura no que a maioria fala, mas nem sempre a opinião do povo é a opinião de Deus! É muito comum ver grupos inteiros com a mesma visão de um assunto, um leva o outro apenas para se inserir aonde todo mundo vai. Será que realmente são adultos ou apenas cresceram e esqueceram o que queriam ser quando fossem gente grande? Mas gente grande não é só tamanho, é também amadurecer, estudar, compreender, tornar-se um adulto com cultura; que não significa banco escolar, mas tem a ver com vida, experiência, e um pouco ou muito de respeito e compreensão. Ninguém é obrigado a aceitar as divergências, mas é prudente respeitar. 

Não adianta reclamar, chorar e brigar depois de ter aceitado ser influenciado por terceiros, não adianta apontar culpados se a culpa é sua, não adianta se aliviar olhando para os lados e ver que outros também estão passando pelo mesmo. É difícil encarar a própria culpa, mas sempre que se toma uma atitude ela é tomada por você. Então entenda, cada um é responsável pela sua vida, se você ouviu opiniões alheias e fez o que a maioria fez, esse problema é seu, teve a oportunidade de refletir e tomar a sua decisão, essa responsabilidade é sua! 

Não grite aos quatro cantos sem saber se a verdade dos outros é mais verdadeira do que a sua, não defenda quem não conhece de fato, não respire o ar que não conhece, só tenha como verdade aquilo que se sabe comprovadamente, seja o que for. O bem ainda existe, pessoas boas também, mas o mundo está cheio de abutres queimando o cérebro de quem é fraco pra levar pela mão. Não deixe que comam você, ouça a sua intuição, o seu coração, acredite naquilo que fará bem à sua vida, quando perceber que aquilo que te fazem acreditar é para bem próprio e não para o seu vai deixar de ouvir aquilo que não te interessa, não te acrescenta e não muda em nada a tua vida, apenas acalenta o coração de tiranos que só querem afagar o próprio ego. Não sirva de rastejo, sirva em pé 

Saia da proscrastinação

Para que a vida flua, antes de mais nada é preciso vontade. Não adianta sonhar e não fazer nada, seu sonho não vai bater à porta como um milagre. Dê o primeiro passo, pois você é o único responsável pela sua vida, ou seja, não adianta jogar a culpa no vizinho, no cachorro ou no papa, as coisas não andam porque você não anda.

Aquela coisa que sabe que tem que fazer mas não faz, uma grande ideia que fica guardada com você, isso é procrastinação, não sair do lugar. A vida muda de fases constantemente, você também precisa mudar. Se andar a vida toda com o mesmo pensamento, tomando as mesmas atitudes, como quer mudanças? Daí você fala: sempre fiz assim, mas agora não dá mais para ser assim, ponto.

Não dá para acreditar em tudo o que sua mente cria, pois ela também mente. Quantos fantasmas criamos diante de situações que nem existem? Quantos medos nos paralisam porque não acreditarmos em nós mesmos? Tenha coragem e enfrente o desconhecido, lá provavelmente está a porta que tanto sonha em abrir. Na vida é preciso ousar, arriscar, tire as suas amarras, liberte-se. Só assim saberá a resposta, caso contrário passará a vida sonhando sem jamais realizar

Tenha atitude, a procrastinação não te leva a lugar nenhum.
Sair da zona de conforto, arriscar e acreditar em você é o primeiro passo para alcançar seu sonho

“O que foi que aconteceu com a música popular brasileira” (Rita Lee)

Passamos a ser avaliados por números, seguidores e curtidas. Quem somos, qualidades enquanto pessoa, talento, conhecer o ser humano por trás de uma página, não interessa. Se você tiver milhões de seguidores e ser pop, está pronto para qualquer coisa, por mais ridícula que seja.

A internet nasceu pela evolução do mundo, por mais informação, estar mais próximo. Como que um artista pode ser avaliado por um número? Se tiver tantos seguidores é top, se não, esse não rende milhões. O mundo é capitalista, as pessoas são movidas a dinheiro, status, ego.

Na época dos festivais da TV Record, o artista era exposto ao vivo em rede nacional, davam a cara a tapa, eram vaiados, amados, aplaudidos ou escorraçados dali, mas não desistiam, não tinham números, tinham talento e sempre tinha quem enxergasse o potencial.

Imagina se não tivessem visto Caetano, Gal, Gil, Chico, Elis, Rita Lee, João Gilberto entre tantos outros ícones da nossa música. Investiram, lapidaram e puseram nas rádios, tvs, shows. Hoje querem números, artista pronto, chega, grava e rende milhões para quem só fica atrás dos números da internet.

Nem imaginam o que há por trás de artistas anônimos sem muitos números, porque a internet acabou com a qualidade da nossa música. Música boa, só quem gosta da bossa nova, mpb das antigas é quem sabe o que é de verdade.

Nossos jovens ficaram nas mãos de pessoas gananciosas, que fazem virar sucesso só o que interessa monetariamente, emburreceram, apelaram, ensinam a como não ser nada. Que pena, já dizia Rita Lee, “O que foi que aconteceu com a música popular brasileira”, e olha que nem se pensava em chegar nesse nível, a frase nunca esteve tão atual.

Quem te representa?

Quem nos representa nesse mundo cada vez mais egoísta, cada vez com maior disputa de poderes, pela sede de dinheiro e interesses particulares? Quem?

A que ponto a humanidade chegou, apenas preocupando-se com o que pode garantir para si alcançando o poder! Oras, se temos hierarquias é para que possamos ter diretrizes em nossa vida. Sem ela, não temos como chegar a lugar algum. Mas o que acontece hoje é que não temos ninguém trabalhando por nós, por um mundo melhor, por uma direção, condições básicas de sobrevivência. Necessitamos disso para criar nossos filhos, para um mundo onde tenha dignidade e respeito pelas pessoas.

Qual é nosso papel nessa sociedade, que só tende a piorar com tanta diversidade social, preconceitos e disputas de padrões, de bens materiais, mas nada de educação e respeito? Uma sociedade onde alunos (menores) agridem professores física e verbalmente, mas nada acontece, e continuam a fazer justamente por não terem represálias, sem limites. Uma sociedade que se divide entre o poder e a submissão, ricos e pobres, esquerda e direita. Qual desses escalões faz diferença em nossa vida quando o que todos precisam é de uma mesma Justiça, um ponto final em tudo o que vem acontecendo e afundando nosso País? Estamos todos no mesmo barco, ricos ou pobres necessitamos de dirigentes com capacidade para resolver as necessidades do povo, de toda uma nação, não apenas de um lado.

Quando poderemos sair de nossas casas com a certeza de que se for preciso terá Justiça para nos atender, que haverá segurança para nossos filhos e netos, que haverá pena para quem rouba e mata, para que mais nada seja banalizado e esquecido? Quando teremos controle do nosso dinheiro, de quanto gastamos para viver, sem ser surpreendido com aumentos abusivos que estamos pagando sem sequer ter aumento, pela farra de alguns? Quando?

Dignidade não é um pedido, não é um bater panelas, é um direito do povo! Nossos jovens precisam da Educação para serem cidadãos conhecedores de seus direitos e capazes de fato de serem o futuro da nossa Nação. Hoje, eles recebem maus exemplos todos os dias, tipo não precisa estudar nem trabalhar para vencer. Basta estar do lado certo, seja lá qual for esse lado, desde que possa facilitar a vida deles, como tem facilitado a vida de centenas de políticos ou empresários que se lambuzam com o dinheiro que tiram do povo. Os maus exemplos surgem aos montes na imprensa e nas redes sociais, todos os dias. E se metem em tremendos bate-bocas de acusações e delações, sem filtros, para conseguir o que querem. Então, pensam nossos jovens, aqueles a quem está reservada a responsabilidade de fazer do Brasil um País melhor: estudar para quê? Se ensinam que a desonestidade rende mais. É o começo do fim!

A saúde, essa nem precisaria constar, mas infelizmente é onde se dá menos importância. Pessoas morrendo em corredores hospitalares, infecções, médicos que não querem trabalhar, um verdadeiro abandono. O que podemos esperar mais, onde estamos esperando chegar?

Haverá um dia em que seremos representados por pessoas que realmente querem trabalhar pelo País? Será que se nossos representantes não ganhassem dinheiro, mas respeito do povo, teríamos bons comandantes para colocar nosso país num patamar digno de sobrevivência, de um povo feliz em viver aqui, um povo com padrões de exemplo para o mundo? Será?

A única posição social que deveria existir é dignidade e caráter. Dinheiro, poder e status são apenas rótulos. Isso não se usa para pessoas, mas para coisas. E coisas são pequenas, por isso precisam de rótulos. Então, estamos sendo representados por rótulos. É disso que precisamos, rótulos? Ou simplesmente de GENTE?