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A autora Maristela Prado, formada em Letras, revisora de textos, biógrafa, crítica literária, casada, dois filhos adultos. Meu sonho era ser jornalista mas o destino mudou meus planos e, para não ficar longe da escrita, fui cursar a Faculdade de Letras. Mas a vida me trouxe um marido jornalista e hoje também uma filha jornalista. Para mim a escrita sempre foi a maneira mais marcante da comunicação, é através dela que conseguimos transmitir mensagens capazes de eternizar um fato ou sentimento. As letras me fascinam.

Eu divido, tu divides

Enquanto houver ideologia, haverá lado. Quando houver união, haverá paz.

Tão simples quanto fazer uma conta 2+2=? Se não souber a resposta volta pro fim da fila. É necessário estar preparado para evoluir e prosseguir, não adianta jogar palavras ao vento se elas não traçam um argumento; palavras são palavras, só. Juntas e bem formuladas e pensadas são argumentos.

Aqui falo de ideologia de tudo o que está dividido hoje, e olha que não são poucos os assuntos. Sem criar desentendimentos ou um palanque de opiniões, quero apenas explanar que o que estamos vivendo hoje são desajustes do ego, e da tão famosa ‘razão’.

Quando, por exemplo, numa simples conversa o seu argumento torna-se a ponte para o argumento do outro. Eu conto que quebrei o dedo e, em seguida, você conta que quebrou dois dedos, ou seja, sequer ouviu, já estava pronto para contar o seu caso, não conversou nada, mal ouviu.

Novamente entra a razão, a fatia cortada, o seu argumento é menor do que o meu, e vice-versa, uma verdadeira disputa de lados; esse caso é mais leve, tem outros muito piores que envolvem escolhas, crenças que cada um carrega de acordo com o que vive, com o que aprendeu.

As diferenças sempre existirão, são elas que nos fazem ter respeito, entender e, principalmente, conviver com várias pessoas ao longo da nossa vida. Mas tudo mudou de uma forma assustadora desde que entramos no século XXI, parece que nem percebemos, mas foi numa velocidade avassaladora.

Chegamos ao fim do poço, quase não podemos mais falar. Opinião? Tornou-se a coisa mais perigosa, ou você destrói ou é destruído. Ouvido? Jamais. Então como iremos resolver isso se estamos divididos?

Se eu não posso pensar diferente de uma pessoa ou um grupo, então não podemos mais viver em sociedade. As diferenças deveriam ser saudáveis, mas não são, vivemos numa guerra constante, onde quem perde somos nós mesmos.

Sem termos a liberdade de expressão, acabamos por ser comandados por decisões, muitas vezes, alheias ao que queremos, justamente por não ter voz. Enquanto estamos nos ruídos da intolerância, estamos sendo conduzidos por decisões às quais não temos a menor escolha; e não somos nós que estamos ganhando alguma coisa. De repente nos vemos imersos em um plano no qual não temos força para mudar.

Não é aceitável que uma sociedade do século XXI, com tanta informação, tecnologia, acesso aos mais modernos meios de comunicação, esteja sujeita a ser dividida em opinião que nos levam a um quadro dramático de divergências inúteis, que certamente seria muito fácil se uns aceitassem os outros e virassem a página.

Somente a união traz a solução ideal para todos, nem mais nem menos. É preciso entender que cada um é responsável por suas escolhas, ninguém tem que apontar o dedo e, na arrogância sem sentido, achar que sabe mais ou melhor da vida alheia. Ninguém tem a capacidade de julgar o outro, afinal estamos todos aqui para a mesma coisa, aprender a ser melhor. Portanto não existe o melhor.

Enquanto sociedade ainda precisamos aprender muito, não é em ter razão, é em aprender o que é melhor para todos. Não para você. Se só um lado se beneficia, o outro perde também. Não há evolução se não existir união. Se não entendermos que sozinhos somos nada, mas que unidos podemos tudo, será difícil mudarmos o rumo das nossas vidas.

O Diário de Anne Frank

Resenha

Todos sabem como gosto de biografia,
mas essa história tem uma diferença, além de ser real é contada por um diário, o qual Anne Frank levou para o esconderijo que permaneceu por dois anos com a família. Relata todos os momentos, as dores de dias escondida, só podendo ver o sol pela janela de um quarto.
Uma garota ainda na puberdade, mas viveu os piores momentos dos
seus poucos anos de vida. Seu relato tornou-se o livro mais lido do mundo, traduzido em mais de sessenta línguas.

Sua história sobreviveu ao holocausto,
foi narrada com a inocência de uma garota, que contava ao seu diário seus mais profundos segredos; era em quem podia confiar naquele momento, muito inteligente e esperta para a sua época.
Uma história triste, mas vivida com força e coragem em dias sombrios onde ela conseguiu viver dias felizes em meio a tantas dores.

A importância da leitura

Há muito tempo se sabe que a leitura é fundamental para o vocabulário, o senso crítico, a imaginação e, também, pela cultura. Sim, quando lemos armazenamos informações que nos trazem o senso crítico para debater e compreender assuntos. Além disso, enriquecemos nosso vocabulário tanto na escrita quanto na fala; quem não lê não adquire conhecimento, não exercita o cérebro para a imaginação, não adquire conhecimento das palavras; das várias formas de palavras, de dizer e expressar.

Escrever é dar vida às letras, é criar, observar o mundo a sua volta. Escrever é colocar seu cérebro para criar, seus sentimentos e percepções, dar vida a personagens que contam sua história. Colocar suas ideias em forma de gente, dar vida às palavras.

Desde pequena lia muito, toda semana emprestava um livro da biblioteca da escola; a ficha estava sempre cheia. Em casa nunca faltaram revistas e jornais, que meus pais liam todos os dias. Cresci tendo o exemplo, e também pelo gosto de viajar nas histórias. Nunca esqueci do livro que mais me marcou, “Alice no país das maravilhas”. Como viajei naquela história, queria ser ela.

Escrevi um conto quando tinha dez anos, nunca publiquei, mas guardei. Me formei em Letras, fiz muitos cursos ao longo da minha vida para me especializar e aprender mais. Hoje sou escritora, revisora, biógrafa, três antologias publicadas, uma coletânea das minhas crônicas em e-book (totalmente independente) pela Amazon, e outro livro pronto – em breve saberão dos detalhes. Sabe aquele conto que eu disse que escrevi quando tinha dez anos? Coincidentemente, os personagens principais têm o mesmo nome dos personagens do meu novo livro. Dizem que não existe coincidência. Então, acho que esta história ficou guardada dentro de mim para publicar agora que sou madura, e vocês terão o prazer de ler.

Nas minhas andanças até chegar aqui, fiz muitas coisas relacionadas à escrita e leitura. Uma delas, que carrego com muito carinho, foi ter dado aula de gramática e redação para crianças carentes de um abrigo da minha cidade. Fazíamos a roda de leitura e eles gostavam muito, foi enriquecedor.

Se todas as crianças tivessem acesso à leitura tudo seria diferente, os horizontes que se abrem na vida, o conhecimento, a abertura para ser uma pessoa melhor, não tem preço. Por isso levanto a bandeira para a hashtag #doeumlivro. Vamos ajudar a mais pessoas terem acesso à leitura. Juntos somos mais.

Faz sentido pra você?

Em algum momento você já fez essa pergunta, mas o que isso quer dizer? Só faz sentido aquilo que sente, que aceita, o que escolhe como verdade. Esse sentido pode ser para coisas, pessoas, reações, ou pela vida.

Já pensou no sentido da vida? É um tanto desafiador, e também gera opiniões diferentes, já que é um tema bastante polêmico, que se diferencia por segmentos religiosos e filosofia de vida. Mas é importante a discussão, saudável, sobre esses assuntos. Se estamos vivos devemos pensar e entender de alguma forma.

Nascemos, vivemos e morremos. A vida é um assunto importante, assim como a morte. Fazemos parte disso e parece que vivemos sem nos importar muito com o que estamos vivendo, mas é preciso se importar, não dá pra sair vivendo como se não houvesse amanhã; um dia não haverá mesmo, mas até que não aconteça é necessário cuidar e estar atento ao que fazemos e como estamos vivendo.

Mas e a morte? Embora ninguém queira lembrar ou saber que ela existe, precisamos entender, não adianta se fazer de desentendido, sabemos muito bem que não ficamos para sempre. Então, qual é mesmo o sentido da vida? Já faz muito sentido sabermos que vivemos e cumprimos algo na nossa existência, trabalhando, cuidando de alguém, aprendendo e errando. O que não faz sentido para nós é o como e por que estamos aqui, e para onde vamos.

Essas perguntas fazem parte da existência humana, pois estamos em constante busca de respostas que estão dentro de nós, mas nem sempre enxergamos. Achamos que os prazeres da vida fazem sentido, que a felicidade é uma busca constante, mas ela não é estática nem palpável, é um estado. Os bens materiais não fazem o sentido da vida; são passageiros e não acumulam sentido algum. Então, o que nos faz sentido?

As escolhas pensadas para sua evolução, o trabalho, a família, a existência, o despertar todos os dias, o respirar, a inteligência, a máquina que funciona dentro de nós. Viver em paz e ter a certeza de que no fim, quando a morte chegar, não precisa se preocupar para onde vai. Se aqui cumpriu o seu papel, certamente o sentido da sua vida foi cumprido.

O que somos sozinhos?

Nada. Não adianta achar que você manda e desmanda, sem você não teria nada disso, nada daquilo. É fato que temos habilidades que nem todo mundo tem, mas se não tiver pessoas que tenham outras habilidades que você não tem, nada sairá do lugar.

Quando se diz: ‘Sozinhos somos um, unidos somos fortes’, isso quer dizer que precisamos uns dos outros, ajudamos e às vezes somos ajudados também, e isso não é vergonha para ninguém, é humano.

Nem esconder nem querer abraçar o mundo. São muitos os problemas que arruínam a vida de um extremo a outro, não nascemos para viver sozinhos, precisamos do grupo, da troca, do convívio. Estamos em constante aprendizado.

O bonito da vida é a troca, o aprender e o ensinar; partilhar. A união pode transformar tudo, embora o que é bom para mim pode não ser para você, mas o que pode ser bom para os dois lados deve ser unido e ter força.

É uma pena que criaram uma forma de separar as pessoas, a desunião gera problemas, e isso tudo junto gera uma catástrofe.

O homem primitivo vivia em grupo, justamente pela necessidade da convivência, da cooperação. Passados milhares de anos o homem achou que não precisava de mais ninguém, e acredita nisso com tanta força que, por vezes, nos sentimos num redemoinho, e, claro, não encontramos o caminho de volta.

A necessidade de ser mais foi tão maior do que a união, que tudo se perdeu, o sentido de tudo se foi. Mas temos uma carta na manga, somos mutantes e capazes de mudar aquilo que não queremos mais. Portanto, se esse redemoinho nos levou para um lugar desconhecido, cabe a nós encontrar a saída.

Sempre há um lugar que podemos voltar e começar tudo de novo, encontrar o caminho de volta é mais empolgante se unidos estivermos. Afinal, sozinhos não somos nada, mas juntos somos mais.

Tá difícil pra você?

Depois de algumas semanas sem publicar nada, hoje estou de volta. São tantos os assuntos para abordar que por vezes fico sem saber de qual falar. Bom, mas como estamos vivendo mais um momento difícil, não posso deixar de observar em como o ser humano está se comportando diante de tantas proibições, afastamento e o medo, que passou a fazer parte da vida sem pedir permissão para entrar.

Por um lado, podemos enxergar a fragilidade da situação e, principalmente, de nós. Ao mesmo tempo em que achamos que somos protagonistas da nossa vida nos pegamos lutando por alguma coisa que não sabemos bem o que, e o porquê queremos, e se é isso mesmo o que queremos. Confuso né? Não muito, na verdade vivemos numa eterna espera sem saber do que. Será que é de o tempo passar? Afinal, crescemos e somos jogados na vida para estudar, trabalhar e vencer. Vencer o quê? Os anos, o próximo, a si mesmo, a vida?

Não sei, mas agora mesmo estamos esperando que tudo isso passe o mais rápido possível, como era no ano passado. Estamos esperando exatamente a mesma coisa no mesmo tempo. Mas lá em cima eu disse, também, da fragilidade da situação, ora ela está no pico ora na cor amarela, laranja, vermelha e por aí vai. Afinal, estamos vivendo um arco-íris de cores escuras ou estamos em outro planeta e não nos avisaram?

Quanto tempo mais saberemos viver nesse sobe e desce de cores, esperança e medo sem prejudicar a saúde mental? Como conseguir segurar os laços que nos uniam antes se não podemos nos ver, abraçar e unir novamente? Será que estão querendo acabar com o amor?

Mas quem poderá acabar com o amor se nascemos conhecendo o amor, se nossa essência é feita de amor, se aprendemos a amar desde que reconhecemos a voz da mãe dentro da barriga. Quem deixará de amar pai, mãe, irmão, filho se já aprendemos isso muito antes de reduzirem nossa vida a uma câmera de celular e à falta do tato; o tato é um dos cinco sentidos e ele não existe à toa.

Precisamos nos cuidar, sim, mas também precisamos cuidar das pessoas que amamos, da nossa saúde física e mental. Muita coisa está acontecendo, muitas relações acabando, muita ansiedade, incertezas e finalizações. Vamos dar importância daqui pra frente para o que queremos fazer pós-tudo isso. Certamente teremos que mudar muitos conceitos, ao invés de fazer aquilo que queremos talvez tenhamos que fazer o que será preciso, e isso quer dizer mudança.

Levanta a cabeça, respira fundo e vai, se permita ser feliz e entender que por pior que esteja agora devemos começar a trabalhar o amanhã, só assim nos fortalecemos e não adoecemos nossa saúde mental. Nada é por acaso, isso também não é, só precisamos de coragem e enxergar que logo ali a luz verde vai acender, e a passagem estará livre.

Quem te representa?

Quem nos representa nesse mundo cada vez mais egoísta, cada vez com maior disputa de poderes, pela sede de dinheiro e interesses particulares? Quem?

A que ponto a humanidade chegou, apenas preocupando-se com o que pode garantir para si alcançando o poder! Oras, se temos hierarquias é para que possamos ter diretrizes em nossa vida. Sem ela, não temos como chegar a lugar algum. Mas o que acontece hoje é que não temos ninguém trabalhando por nós, por um mundo melhor, por uma direção, condições básicas de sobrevivência. Necessitamos disso para criar nossos filhos, para um mundo onde tenha dignidade e respeito pelas pessoas.

Qual é nosso papel nessa sociedade, que só tende a piorar com tanta diversidade social, preconceitos e disputas de padrões, de bens materiais, mas nada de educação e respeito? Uma sociedade onde alunos (menores) agridem professores física e verbalmente, mas nada acontece, e continuam a fazer justamente por não terem represálias, sem limites. Uma sociedade que se divide entre o poder e a submissão, ricos e pobres, esquerda e direita. Qual desses escalões faz diferença em nossa vida quando o que todos precisam é de uma mesma Justiça, um ponto final em tudo o que vem acontecendo e afundando nosso País? Estamos todos no mesmo barco, ricos ou pobres necessitamos de dirigentes com capacidade para resolver as necessidades do povo, de toda uma nação, não apenas de um lado.

Quando poderemos sair de nossas casas com a certeza de que se for preciso terá Justiça para nos atender, que haverá segurança para nossos filhos e netos, que haverá pena para quem rouba e mata, para que mais nada seja banalizado e esquecido? Quando teremos controle do nosso dinheiro, de quanto gastamos para viver, sem ser surpreendido com aumentos abusivos que estamos pagando sem sequer ter aumento, pela farra de alguns? Quando? Dignidade não é um pedido, não é um bater panelas, é um direito do povo! Nossos jovens precisam da Educação para serem cidadãos conhecedores de seus direitos e capazes de fato de serem o futuro da nossa Nação. Hoje, eles recebem maus exemplos todos os dias, tipo não precisa estudar nem trabalhar para vencer. Basta estar do lado certo, seja lá qual for esse lado, desde que possa facilitar a vida deles, como tem facilitado a vida de centenas de políticos ou empresários que se lambuzam com o dinheiro que tiram do povo. Os maus exemplos surgem aos montes na imprensa e nas redes sociais, todos os dias. E se metem em tremendos bate-bocas de acusações e delações, sem filtros, para conseguir o que querem. Então, pensam nossos jovens, aqueles a quem está reservada a responsabilidade de fazer do Brasil um País melhor: estudar para quê? Se ensinam que a desonestidade rende mais. É o começo do fim