Tá difícil pra você?

Depois de algumas semanas sem publicar nada, hoje estou de volta. São tantos os assuntos para abordar que por vezes fico sem saber de qual falar. Bom, mas como estamos vivendo mais um momento difícil, não posso deixar de observar em como o ser humano está se comportando diante de tantas proibições, afastamento e o medo, que passou a fazer parte da vida sem pedir permissão para entrar.

Por um lado, podemos enxergar a fragilidade da situação e, principalmente, de nós. Ao mesmo tempo em que achamos que somos protagonistas da nossa vida nos pegamos lutando por alguma coisa que não sabemos bem o que, e o porquê queremos, e se é isso mesmo o que queremos. Confuso né? Não muito, na verdade vivemos numa eterna espera sem saber do que. Será que é de o tempo passar? Afinal, crescemos e somos jogados na vida para estudar, trabalhar e vencer. Vencer o quê? Os anos, o próximo, a si mesmo, a vida?

Não sei, mas agora mesmo estamos esperando que tudo isso passe o mais rápido possível, como era no ano passado. Estamos esperando exatamente a mesma coisa no mesmo tempo. Mas lá em cima eu disse, também, da fragilidade da situação, ora ela está no pico ora na cor amarela, laranja, vermelha e por aí vai. Afinal, estamos vivendo um arco-íris de cores escuras ou estamos em outro planeta e não nos avisaram?

Quanto tempo mais saberemos viver nesse sobe e desce de cores, esperança e medo sem prejudicar a saúde mental? Como conseguir segurar os laços que nos uniam antes se não podemos nos ver, abraçar e unir novamente? Será que estão querendo acabar com o amor?

Mas quem poderá acabar com o amor se nascemos conhecendo o amor, se nossa essência é feita de amor, se aprendemos a amar desde que reconhecemos a voz da mãe dentro da barriga. Quem deixará de amar pai, mãe, irmão, filho se já aprendemos isso muito antes de reduzirem nossa vida a uma câmera de celular e à falta do tato; o tato é um dos cinco sentidos e ele não existe à toa.

Precisamos nos cuidar, sim, mas também precisamos cuidar das pessoas que amamos, da nossa saúde física e mental. Muita coisa está acontecendo, muitas relações acabando, muita ansiedade, incertezas e finalizações. Vamos dar importância daqui pra frente para o que queremos fazer pós-tudo isso. Certamente teremos que mudar muitos conceitos, ao invés de fazer aquilo que queremos talvez tenhamos que fazer o que será preciso, e isso quer dizer mudança.

Levanta a cabeça, respira fundo e vai, se permita ser feliz e entender que por pior que esteja agora devemos começar a trabalhar o amanhã, só assim nos fortalecemos e não adoecemos nossa saúde mental. Nada é por acaso, isso também não é, só precisamos de coragem e enxergar que logo ali a luz verde vai acender, e a passagem estará livre.